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Um dilema que requer tratamento

Um dilema que requer tratamento

Se preocupar com o futuro, de forma exagerada, roer as unhas, tremer as mãos, ter medo do que pode acontecer. Estes são alguns sintomas típicos de quem possui ansiedade. Em demasia. Entretanto, há sinais mais preocupantes que levam uma pessoa aos transtornos desta que é, sim, uma doença, a ansiedade.

Segundo a psicóloga Rayanne Santos de Oliveira, a ansiedade é um estado interno que é desencadeado em situações de ameaça. Um perigo potencial, ou seja, que ainda não está presente no ambiente. A partir disso se dá a diferença entre ela e o do medo.

Para entender melhor essa distinção, de acordo com Oliveira, é necessário levar a imaginação a uma situação-problema: na presença de um animal feroz, existem estados internos naturais provocados pela real presença do animal. Isso seria o medo, que deixa de existir na ausência da ameaça. Diferente da ansiedade, que, muitas vezes, não deixa de viver sem o perigo. “Numa situação de medo, o perigo é real, e, no caso da ansiedade, o perigo é potencial”, explica ela.

A psicóloga classifica a ansiedade como uma reação natural do corpo humano. “Podemos dizer que a função dela é preparar o nosso organismo para enfrentar situações desagradáveis, que podem ser potencialmente punidoras para o organismo”.

A estudante Francielle Cecília dos Santos conta que sempre fica ansiosa em momentos que antecedem eventos, até mesmo quando está tudo planejado. Ela acaba sempre roendo as unhas e perdendo a fome, dois sintomas que, com freqüência, podem ser usados para medir a presença da ansiedade ou não.

“Fui ao neurologista porque percebi que minha ansiedade atrapalhava. No segundo dia do Enem, quase perdi o horário porque vomitei e passei mal”, conta ela, relatando que o médico receitou um calmante a ela.

Para a ansiedade ser definida como um transtorno, ela precisa se tornar problemática e perturbadora. Segundo a psicóloga, o transtorno envolve a excitação biológica, que são sintomas de taquicardia, reações galvânicas da pele, sensação de sufocamento, suor excessivo e dores abdominais.

“Os relatos verbais das pessoas que passam por ansiedade são de sensação de angústia, apreensão, medo e insegurança. No transtorno de ansiedade envolvem a excitação biológica e os relatos verbais. Junto a isso, é necessário que essas respostas de ansiedade atrapalhem o funcionamento de vida da pessoa”, explica ela. Os sintomas acabam interferindo na vida social, acadêmica e profissional, por exemplo. Além de dificuldades de memorizar e, consequentemente, de aprendizagem.

Os transtornos de ansiedade são vários, como o obsessivo compulsivo (TOC), as fobias, fobia social, agorafobia, que é o medo de estar em multidões.

Tratamento

O médico neurologista Ismael Paulo Búrigo explica que os transtornos de ansiedade são distúrbios neuropsiquiátricos. Quando mais graves, são tratados por um psiquiatra. Os mais leves, pela neurologia. “Transtornos, geralmente, são de cunho ambiental, a pessoa acaba desenvolvendo. Alguma parcela pode ter uma carga genética, mas, a maioria das vezes, tem relação ao ambiente”, comenta o médico, afirmando que, normalmente, os distúrbios, na neurologia, são tratados com medicação.

A psicologia trabalha com várias abordagens que oferecem o tratamento. “Tem a abordagem cognitiva comportamental, a comportamental, a psicanálise, o humanismo, enfim, tem várias abordagens, no sentido de reduzir essas respostas de ansiedade, melhorar a auto percepção, e, consequentemente, a qualidade de vida”, explica a psicóloga Rayanne Santos de Oliveira.

Ela ainda diz que os transtornos podem ser desencadeados em qualquer idade. Porém, o fato de a adolescência ser um momento que ocorrem várias mudanças, eles podem surgir com mais força, embora as experiências de vida seja, segundo a psicóloga, as principais responsáveis por causar a ansiedade.

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