Na manhã de quinta-feira, 23 de julho, o Núcleo de Saúde e Segurança do Trabalho da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) promoveu a palestra “Muito além do assédio: como o PGR pode reduzir os riscos trabalhistas e previdenciários”. Ministrada pelas advogadas especialistas em Direito Empresarial Marinize Paszko e Gabriela Schwamberger Salvitti, a capacitação teve como objetivo orientar os profissionais sobre as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e os desafios relacionados à gestão dos riscos psicossociais.
A coordenadora do Núcleo, Rosane Hining, explica que a iniciativa surgiu a partir das frequentes mudanças na legislação e das dúvidas enfrentadas pelas empresas na aplicação prática das novas exigências.
“Fala-se muito em Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), plano de ação, assédio moral, assédio sexual e riscos psicossociais, mas o grande questionamento é o que fazer dentro da empresa. Por isso, buscamos profissionais com conhecimento técnico e jurídico para orientar os nucleados sobre como se preparar para esse cenário e implementar essas mudanças no dia a dia”.
Ela ainda avalia positivamente a capacitação. “Ficamos muito felizes com o engajamento dos nucleados. A sala ficou cheia e a expectativa foi totalmente alcançada. As palestrantes trouxeram uma linguagem muito clara, objetiva e compartilharam exemplos reais do dia a dia das empresas, tornando o conteúdo ainda mais prático para quem atua na área”, completou.
Muito além do assédio
Durante a palestra, as advogadas Marinize Paszko e Gabriela Schwamberger Salvitti destacaram a importância da atuação integrada entre os profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho e o setor jurídico.
“Fomos convidadas para falar sobre assédio, mas entendemos que, diante das atualizações da NR-1 e da importância dos riscos psicossociais, era fundamental ampliar essa discussão. O PGR é uma ferramenta muito importante para que as empresas consigam prevenir riscos trabalhistas e previdenciários, e nosso objetivo foi trazer mais clareza aos profissionais que atuam diretamente com esse tema”, explicou Gabriela.
Marinize completa afirmando que, embora os riscos psicossociais já estivessem previstos na NR-1, as atualizações reforçam a necessidade de acompanhamento contínuo, exigindo das empresas um olhar cada vez mais atento para a prevenção e o gerenciamento desses fatores.
“Os profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) já realizam monitoramentos e elaboram planos de ação, mas muitos ainda têm dúvidas sobre como conduzir os riscos psicossociais na prática. Nossa proposta foi justamente oferecer esse direcionamento e mostrar que eles não estão sozinhos. O apoio jurídico também é fundamental para dar segurança às ações previstas no PGR, nas análises e nos planos de ação, além de desmistificar a legislação e facilitar sua implementação”, finalizou.




