Em entrevista exclusiva à Rádio Cidade, o delegado responsável pela investigação trouxe novos detalhes sobre a tentativa de homicídio investigada dentro do Hospital, em Brusque.
Segundo o Delegado Fernando Farias, o caso chegou à Polícia Civil após o próprio hospital relatar as situações suspeitas envolvendo um paciente e a irmã dele, que o acompanhava durante a internação.
De acordo com o delegado, o paciente esta em estado grave, depende de aparelhos para respirar e não tem condições de se defender ou se comunicar de forma clara. O primeiro episódio investigado teria ocorrido no dia 7 de agosto, quando a traqueia do paciente teria sido removida indevidamente, provocando uma queda na saturação e a necessidade de intervenção da equipe médica.
Na entrevista à Rádio Cidade, o delegado afirmou que, depois desse episódio, outros relatos foram reunidos pela investigação. A mulher teria sido vista tampando a traqueia do irmão com uma toalha e também desligando equipamentos que auxiliavam na respiração dele.
Outro ponto considerado grave pela Polícia Civil envolve o uso de uma seringa. Segundo o delegado, a suspeita teria introduzido uma substância no corpo do paciente por meio de uma sonda. Ainda não foi possível identificar qual substância teria sido utilizada.
Além disso, os investigadores apreenderam um frasco que estaria com a mulher e que, segundo o delegado, teria sido usado para oferecer algum líquido pela boca ao paciente. Como ele não poderia receber líquidos dessa forma, o material foi encaminhado para perícia.
Durante a prisão, também foram encontrados medicamentos e uma seringa na bolsa da investigada. Conforme o delegado relatou à Rádio Cidade, esses medicamentos chamaram a atenção porque o paciente deveria receber os remédios fornecidos pelo próprio hospital, mediante prescrição.
A entrevista também esclareceu a razão pela qual a Polícia Civil pediu a prisão preventiva. Segundo o delegado, a principal preocupação era preservar a vida do paciente, já que a investigada teria permanecido próxima dele mesmo depois que o hospital tentou, por meios administrativos, impedir o contato.
Sobre a versão apresentada pela mulher, o delegado afirmou à Rádio Cidade que ela teria alegado possuir autorização da equipe médica para realizar determinados procedimentos e que pretendia aliviar algum tipo de dor ou sofrimento do irmão. A Polícia Civil, porém, afirma que essa autorização não foi comprovada.
A motivação ainda é uma incógnita. O delegado afirmou que nenhuma hipótese foi descartada e citou inclusive a possibilidade de uma questão patrimonial, mas ressaltou que a investigação ainda precisa avançar para determinar por que a suspeita teria adotado esse tipo de conduta contra o próprio irmão.
A Polícia Civil segue analisando os objetos apreendidos, os relatos de testemunhas e os demais elementos reunidos no inquérito.




