Os laboratórios da UNIFEBE receberam pesquisadores, restauradores e consultores especializados na restauração de itens de valor histórico ou cultural, que participaram de uma série de atividades práticas. O grupo era composto por estudantes do curso de Pós-Graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis em Suporte de Madeira, Papel e Têxtil.
A semana de integração foi a primeira de duas semanas presenciais do curso. Além de estudantes de diferentes regiões de Santa Catarina, o curso conta com a participação de alunos de outros estados, como Amapá, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Conforme a pró-reitora de Pós-graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura, professora Edinéia Pereira da Silva, a própria criação do curso demonstra a demanda por profissionais qualificados para atuar na preservação desses materiais. Segundo a pró-reitora, que também coordena o curso, o diagnóstico e a busca por profissionais em diferentes regiões do país reforçaram essa percepção.
“O curso nasceu da necessidade da própria instituição, que tem recebido diversos materiais carregados de história e memória de nossa região, e que demandam cuidados específicos para sua preservação. Somada a essa necessidade, está a nossa identidade como instituição comunitária, que nos levou a ampliar essa preocupação e a pensar também nas demais instituições que atuam na preservação da história e da memória regional”, descreve. “Com base nisso, unimos a expertise da universidade à experiência de profissionais de referência e estruturamos uma formação no âmbito da pós-graduação, reunindo especialistas de excelência para qualificar nossa equipe, contribuir com as instituições da nossa região e ampliar essa contribuição para todo o país.”
Oportunidade única
O cenário descrito pela pró-reitora é reforçado pelo professor Cezar Karpinski. Ele salienta a importância do período de atividades concentradas na instituição. Para além da conservação e da restauração de itens de papel e madeira, desenvolvidas em agosto, os estudantes terão, em novembro, atividades voltadas para o trabalho com textos e obras de arte.
“O curso é um dos únicos de conservação e restauro com essa modalidade, oferecendo esse tipo de formação. O aluno tem contato com bens culturais móveis e integrados. Então, ele vai sair daqui com especialidade para fazer diagnóstico e trabalhar em equipes multidisciplinares, em instituições que estejam fazendo restauro arquitetônico.”
Segundo o professor, mesmo que a conservação e o restauro sejam áreas de nicho, a busca por profissionais qualificados para atuar no setor tem aumentado. A tendência, de acordo com ele, é que essa busca se torne ainda mais intensa com a possível formalização da profissão de conservador e restaurador.
“Há muito material a ser tratado, e há muitas pessoas despreparadas tratando-o e há pouquíssimos cursos capacitando-as. O cenário mais otimista seria se essas pessoas se formassem, abrissem empresas e atuassem de forma autônoma”, afirma.
Além de poucos cursos, a concentração da maior parte deles em estados como Rio de Janeiro e São Paulo e o fato de a maioria seguir um formato estritamente presencial dificultam o acesso à formação, avalia o professor.
“Por isso que o curso tem essa importância social. Acho que esse é um papel muito relevante que a UNIFEBE cumpre, que é a possibilidade de, nessa modalidade híbrida, poder agregar essas pessoas de diversos estados para fazer a formação”, avalia. “Nacionalmente, ela cumpre um grande papel na formação. Regionalmente, porque a Instituição passa a ser esse polo irradiador. Tanto na formação, aqui em moda e têxtil, q…




