A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta sexta-feira (4) a Operação Rota Interrompida para desarticular um grupo suspeito de aplicar o conhecido “golpe do bilhete premiado”. A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE) de Joinville, ligada ao Departamento de Investigações Criminais (DIC).
A ação investiga um golpe ocorrido em abril deste ano, no bairro Bucarein, em Joinville. A vítima perdeu nada menos que R$ 120 mil.
De acordo com a investigação, tudo começou quando um homem abordou a vítima dizendo que tinha um bilhete de loteria premiado. Na sequência, outro suspeito entrou na história e se apresentou falsamente como médico. Os dois teriam criado uma situação para convencer a vítima de que ela poderia receber uma parte do suposto prêmio.
Confiando na história, a vítima transferiu R$ 110 mil e entregou outros R$ 10 mil em dinheiro vivo aos criminosos.
Mas o golpe não terminou aí. Depois de conseguir o dinheiro, o grupo ainda teria tentado extorquir a vítima, exigindo mais R$ 80 mil e fazendo ameaças envolvendo sua vida pessoal.
Nesta sexta-feira, os policiais cumpriram seis mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em Itajaí e Bombinhas, em Santa Catarina; Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; e Macaé, no Rio de Janeiro.
A operação teve apoio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados. A medida tem como objetivo tentar garantir o ressarcimento do dinheiro perdido pela vítima.
O chamado golpe do bilhete premiado é uma fraude antiga, mas que continua fazendo vítimas. Normalmente, os criminosos inventam uma história envolvendo um suposto prêmio de loteria e convencem a pessoa de que ela pode ganhar dinheiro se ajudar na negociação. Para isso, acabam exigindo pagamentos ou transferências antecipadas.




