O vereador Felipe Hort (Novo) participou do Rádio Revista Cidade desta terça-feira (22), e falou sobre o projeto de lei que estabelece regras para a compra de materiais de alto risco, como fios de cobre, botijões de gás, hidrômetros e baterias. A proposta busca dificultar a comercialização de produtos furtados e criar mecanismos de rastreabilidade para auxiliar as forças de segurança.
Segundo o vereador, a legislação estabelece que estabelecimentos que comprarem esses materiais de pessoas físicas deverão registrar informações como nome, CPF e data da operação. A medida não se aplica às compras realizadas de empresas regularmente cadastradas no CNPJ. Em caso de dúvida sobre a procedência, o comerciante poderá recusar a compra e comunicar as autoridades.
Durante a entrevista, Hort explicou que a intenção não é criminalizar os trabalhadores da reciclagem, mas dificultar a atuação de quem furta materiais para revendê-los. “Não basta combater quem furta, precisamos dificultar o mercado que compra o material furtado”, afirmou. O vereador também destacou que a criação de registros pode ajudar a polícia a rastrear materiais quando houver suspeita de furto.
Outro ponto abordado foi a fiscalização da futura legislação. Hort reconheceu que ainda será necessário definir, por meio de regulamentação do Executivo, qual órgão municipal será responsável pelo acompanhamento e pela aplicação das medidas administrativas. Entre as possibilidades citadas estão setores ligados à Secretaria de Planejamento e à Fazenda.
Ainda durante a entrevista, o vereador também comentou a situação da segurança pública e do tráfico de drogas em Brusque, especialmente na região de Águas Claras. Hort relatou ter recebido informações de moradores sobre situações envolvendo consumo e comércio de entorpecentes e defendeu maior atenção das autoridades ao problema. “Eu acho que o tráfico de drogas, realmente, é uma situação que está bem latente aí”, declarou.
Hort ainda comentou a recente demolição de uma residência na Rua Germano Klann, em Águas Claras, imóvel que já havia sido alvo de ações policiais. Segundo ele, a estrutura estava degradada e havia problemas relacionados ao acúmulo de lixo. O vereador avaliou, porém, que a retirada de um ponto de concentração de usuários não necessariamente elimina o problema, já que essas pessoas podem migrar para outros locais.




