O pai do menino de 10 anos que desapareceu no mar de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, passou mais um dia acompanhando de perto as buscas pela criança. Nesta terça-feira (22), terceiro dia da operação, ele permaneceu na faixa de areia, entre as pedras e a praia, observando o trabalho das equipes.
O menino, natural do Haiti e morador do bairro Itacolomi, desapareceu na tarde de domingo (20). Ele estava no mar em frente ao Posto 7 de guarda-vidas, na altura da Rua 3500, quando foi arrastado por uma onda. Os guarda-vidas tentaram realizar o resgate, mas não conseguiram alcançar a criança.
Desde o desaparecimento, o Corpo de Bombeiros Militar mantém uma operação de buscas em diferentes frentes. As equipes trabalham na faixa de areia, no mar, com jet skis e embarcações, além do apoio aéreo do helicóptero da Polícia Militar. As atividades são interrompidas durante a noite e retomadas nas primeiras horas do dia seguinte.
As condições do tempo têm dificultado o trabalho. Nesta terça-feira, a região registrou vento forte, chuva em alguns momentos e mar agitado. A presença de materiais trazidos pelos rios também prejudica a visibilidade na água.
Um voluntário que auxilia nas buscas com um drone relatou as dificuldades encontradas durante o trabalho. Segundo ele, o vento e a chuva chegaram a impedir que o equipamento permanecesse no ar por muito tempo.
Na areia, o pai continua acompanhando cada movimentação das equipes. Desde o início das buscas, familiares e voluntários também permanecem no local na expectativa de alguma informação que possa levar à localização do menino.




