(VÍDEO) Pesquisa resgata história do Senai e sua relação com a indústria de Brusque

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história do Senai em Brusque foi tema do Conexão 92 desta terça-feira (29), que recebeu Alex Branga, mestre e pesquisador. Ele desenvolveu uma pesquisa sobre a trajetória da instituição na cidade e a relação construída ao longo dos anos com a indústria.

O trabalho começou a partir de uma experiência de Alex em sala de aula. Segundo ele, os próprios alunos despertaram a curiosidade sobre a ligação entre os cursos oferecidos pelo Senai e a história industrial de Brusque.

“Os meus alunos é que me levaram a pesquisar mais sobre a história da instituição e como ela mudou e foi moldada também a partir dessa relação com a indústria. Eles não faziam essa conexão com a história local, com o forte da indústria têxtil e depois a metal mecânica, confecção e vestuário”, explicou.

A pesquisa começou em 2021 e ganhou força em 2024, quando Alex ingressou no mestrado na Universidade Federal. O trabalho foi concluído em 2026 e reuniu informações de jornais, fotografias, atas de reuniões e documentos históricos.

Um dos pontos que mais chamou a atenção do pesquisador foi a cultura construída pelo Senai ao longo das décadas. A instituição atua em Brusque desde 1957 e, a partir de 1971, passou a contar com a estrutura na Avenida Primeiro de Maio.

“Eu acho que o que mais me surpreendeu foi a cultura que o Senai aqui de Brusque formou ao longo desses anos. É perceptível, principalmente na Primeira de Maio, mas em Brusque ele atua desde 57. A partir de 71 se constrói uma cultura que a gente não vê nos demais Senais”, destacou.

Antes da estrutura atual, a formação profissional acontecia dentro das próprias indústrias. Segundo Alex, havia centros de treinamento e até espaços improvisados para as aulas.

“De 57 a 71 não se tinha um espaço que nem se tem na Primeira de Maio hoje. Então, toda a educação a partir do Senai era dentro das indústrias. A indústria tinha o seu centro de treinamento ou então ela improvisava um espaço. A gente vai ver nas fotografias que às vezes as aulas aconteciam no sótão, no estoque”, contou.

Durante a pesquisa, também foram localizados materiais utilizados na formação dos aprendizes, entre eles o Manual do Fiandeiro e o Manual do Tintureiro, produzidos na década de 1970. Os documentos fazem parte da exposição apresentada no Museu Casa de Brusque.

Para Alex, o próximo passo é ampliar o levantamento e ouvir pessoas que participaram dos primeiros anos da formação profissional na cidade.

“Eu acho que o próximo passo agora para a minha pesquisa é encontrar mais pessoas que participaram. A gente precisa escutar essas pessoas, porque elas têm uma certa idade também. As futuras gerações precisam entender como se desenvolveu esse processo dentro das indústrias, principalmente voltado para a educação.”

O evento de apresentação da pesquisa acontece nesta terça-feira (29), a partir das 19h, no Museu Casa de Brusque. A programação é aberta à comunidade e também é direcionada a ex-alunos, professores e profissionais que passaram pelo Senai e pela indústria de Brusque.