Uma criança de 3 anos saiu sozinha de uma creche municipal e foi encontrada atravessando uma rua próxima à unidade na manhã desta terça-feira (6), no Centro de Florianópolis. A criança foi localizada por uma conhecida da mãe, que passava de carro pelo local, reconheceu o menino e parou para ajudá-lo.
O caso aconteceu no Núcleo de Educação Infantil Municipal (Neim) Celso Ramos, na região da Avenida Mauro Ramos.
Segundo o relato da mãe, a criança já estava fora da unidade quando foi encontrada. Ela contou que uma conhecida percebeu a situação e retirou a criança da via. Um motociclista também estaria se aproximando no momento.
A mãe também contestou a informação de que o portão da unidade teria apresentado problema no trinco. Segundo ela, o dispositivo não estaria com defeito.
Até o momento, não foi informado quanto tempo a criança permaneceu fora da creche nem quando os funcionários perceberam que ela não estava mais na unidade.
A Prefeitura de Florianópolis classificou o episódio como “inaceitável” e determinou a abertura imediata de um processo administrativo para apurar o que aconteceu e eventuais responsabilidades.
A Secretaria Municipal de Educação também informou que uma equipe técnica foi encaminhada à unidade para realizar uma vistoria.
Em nota, a pasta afirmou que o episódio não condiz com os procedimentos adotados na rede municipal e destacou que a segurança dos estudantes é uma prioridade. Segundo a prefeitura, o Neim Celso Ramos conta com monitores, vigilantes e protocolos de controle de acesso.
A criança foi encontrada em segurança e passa bem.
O episódio ocorre 11 dias após outro caso semelhante em Santa Catarina. Em 25 de setembro, um bebê de 1 ano e 6 meses saiu sozinho de uma creche municipal em Braço do Norte, atravessou a rua e chegou até o local onde a mãe trabalhava, a cerca de 50 metros da unidade.
Na ocasião, a Polícia Civil concluiu a investigação e indiciou a diretora e o vigilante da creche por abandono de incapaz. Segundo a investigação, o portão da unidade permanecia aberto devido a uma obra. A diretora e o vigilante foram posteriormente exonerados.




