A Polícia Civil de Brusque se manifestou na tarde desta terça-feira (6) após uma série de mensagens e áudios sobre supostas tentativas de sequestro de crianças começar a circular em grupos de WhatsApp e redes sociais. Segundo os delegados Fernando de Faveri e Fernando Farias, até o momento não há confirmação de uma sequência de casos como vem sendo relatada nas mensagens.
Desde as primeiras horas da manhã, a polícia recebeu diversas ligações de pais, professores e moradores preocupados com informações sobre uma suposta quadrilha que estaria tentando levar adolescentes e crianças no município.
De acordo com o delegado regional Fernando de Faveri, as informações estão concentradas na Delegacia de Investigação Criminal (DIC), que acompanha os relatos. Ele pediu cautela antes do compartilhamento de mensagens sem confirmação.
“O grupo de WhatsApp pode ocasionar pânico generalizado, muitas vezes sem nenhuma base estatística e sem nenhuma comprovação por parte dos órgãos de investigação”, alertou.
Segundo o delegado da DIC, Fernando Farias, existe atualmente apenas um boletim de ocorrência relacionado a uma possível tentativa de sequestro. O caso teria ocorrido no dia 24 de setembro, no bairro Limeira, e continua sendo investigado.
“A gente está apurando essa situação como um todo, mas ainda não tem nada confirmado se realmente houve uma tentativa de sequestro ou não”, explicou Farias.
Outro relato que circulou pelo WhatsApp mencionava uma suposta tentativa envolvendo uma criança em uma loja de Brusque. A Polícia Civil analisou imagens do estabelecimento e descartou a ocorrência.
Segundo Farias, um segurança percebeu que a criança circulava sozinha pela loja e fez a abordagem para ajudá-la a encontrar os pais. “Esse fato foi totalmente descartado. Não teve nenhum tipo de tentativa de sequestro ou tentativa de subtração dessa criança”, afirmou.
Sobre os demais relatos que circulam nas redes sociais, a Polícia Civil informou que, até o momento, não há registros específicos que confirmem os casos.
A orientação é que situações suspeitas sejam comunicadas diretamente às forças de segurança e que a população evite compartilhar informações sem confirmação.




