A campanha Outubro Rosa reforça, todos os anos, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Em entrevista ao Conexão 92, a médica ginecologista Vanessa Sauer destacou a necessidade de manter os exames em dia e de procurar acompanhamento médico mesmo quando não há sintomas.
Segundo Dra. Vanessa, existem orientações diferentes sobre a idade para iniciar a mamografia. O Ministério da Saúde recomenda o exame a partir dos 50 anos, a cada dois anos, enquanto a orientação da FEBRASGO é começar aos 40 anos, com realização anual. A médica ressalta que o acompanhamento deve ser individualizado.
“Quando a gente fala em prevenção de câncer, tem que ser a mamografia. Nenhum outro exame substitui a mamografia”, explicou Vanessa. Ela também orientou as mulheres a ficarem atentas a sinais como secreção pelo mamilo, mudanças na anatomia da mama ou retrações.
A ginecologista também falou sobre o desconforto causado pela mamografia e destacou que o exame evoluiu nos últimos anos. “É só um desconforto, aperta, mas é pouquinho tempo e hoje não é tão esmagado que nem era 10 anos atrás. Então está muito mais tranquilo”, afirmou.
Dra. Vanessa explicou ainda que mulheres com próteses de silicone podem realizar a mamografia normalmente. Em alguns casos, porém, pode ser necessário complementar a avaliação com ultrassonografia ou ressonância magnética. Ela também destacou que o risco de ruptura da prótese durante o exame é muito baixo.
Outro ponto abordado foi o histórico familiar. Segundo a médica, mulheres que possuem casos de câncer de mama na família podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo. “A gente sempre individualiza cada paciente que entra no consultório. O histórico familiar é importante para a gente acender a lanterna”, disse.
Vanessa também chamou atenção para a prevenção do câncer do colo do útero e para a vacinação contra o HPV. Ela reforçou que a vacina está disponível pelo SUS para meninas e meninos na faixa etária indicada e destacou a importância de manter o acompanhamento ginecológico.
“Eu acho que cada ano tem melhorado, as mulheres estão entendendo a importância. Mas eu preciso toda vez que posso estar falando como ginecologista, lembrar da vacina do HPV”, afirmou.
A médica reforçou que a prevenção deve fazer parte da rotina das mulheres durante todo o ano. “A gente tem que lembrar de se prevenir e se cuidar”, destacou Vanessa, lembrando que o médico deve ser procurado não apenas quando existe algum problema, mas também para acompanhar a saúde e prevenir doenças.




