A falta de medicamentos de uso contínuo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) tem sido motivo de reclamações constantes durante as sessões da Câmara de Vereadores de Guabiruba. Segundo o líder do governo no legislativo, Cristiano Kormann (PP), ela seria ocasionada pelo baixo interesse de empresas quando ocorrem certames realizados pela Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Amvi) na compra de remédios.
“Nós fomos procurados por essa falta de medicamentos, assim como todos os vereadores e a própria secretaria de Saúde está ciente dessa situação”, afirma.
A informação que o vereador levou aos que estavam no plenário da Câmara foi que a Amvi, responsável pelos pregões que são feitos para a aquisição de medicamentos, tem sofrido com a falta de empresas nos processos licitatórios. “A própria Amvi é quem faz, comprando medicamentos para todos esses 14 municípios, porque a quantidade por cidade é pequena. Temos apenas Brusque e Blumenau, que uma vez ou outra, faz a compra direta do município”, explica.
A situação foi levantada pelo vereador líder da oposição, Jaime Luiz Nuss (PMDB). Ele afirma que tem sido procurado frequentemente por moradores que nem sempre conseguem pegar os remédios de uso contínuo. Inclusive, ele aproveitou para fazer uma indicação direcionada à secretária de Saúde de Guabiruba. “Pedindo mais informações a esta pasta sobre reclamação que me foi passada sobre em um mês [a pessoa] conseguir essa medicação e, no outro mês, não conseguir. A pessoa não pode ficar nessa insegurança de não saber se esse mês ela vai ganhar ou não o remédio”, pontua.
O caso fica ainda mais complicado, conforme Cristiano Kormann, graças à demora dos repasses para saúde por parte do governo estadual. “Só agora, no mês de maio, o município recebeu os repasses dos primeiros quinze dias de janeiro”, explica.




