O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta terça-feira (24) que Brusque terá eleição indireta, ou seja, os vereadores vão decidir quem será o prefeito a cumprir o restante do mandato que era do ex-prefeito Paulo Eccel (PT). Os ministros definiram, finalmente, a situação política do município.
Além desta decisão, os ministros do TSE, liderados pelo presidente da casa, Gilmar Mendes, não acataram a sugestão de Dias Tófolli de manter os direitos políticos de Eccel. Com isso, o ex-prefeito e o ex-vice prefeito Evandro de Farias, o Farinha, estão inelegíveis por oito anos.
Os ministros do TSE decidiram, ainda, não acatar o pedido do Solidariedade (SD), que pedia a realização de eleições diretas no município.
Com a decisão do TSE, a Câmara Municipal será notificada para realizar a eleição indireta. Novas candidaturas podem ser inscritas. Em abril do ano passado, quando o TSE cassou o mandato de Eccel e Farinha ao manter decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), a Câmara havia iniciado processo para a eleição indireta. Só dois candidatos se inscreveram na ocasião: Roberto Pedro Prudêncio neto (PSD), atual prefeito interino, e Ingo Fischer (PP), que desistiu nas horas próximas do pleito. O mesmo TSE determinou a suspensão da eleição um dia antes de sua realização.




