Matei o gerente em legítima defesa
A versão apresentada pela acusada de ter assassinado Nilson Teixeira Teodoro (47), que era gerente da Caixa Econômica Federal no bairro Santa Rita, em Brusque, no último dia 26 de abril em um motel às margens da BR-101, em Piçarras, foi porque ele quis forçar ela e a adolescente de 16 anos a manter relações sexuais. Emily Calazães Vatti (20) foi presa no final da tarde de quinta-feira (10) na casa da mãe dela, em Piçarras.
Ela afirmou à policia, em depoimento, que estava sendo forçada a manter relações sexuais com Nilson, que foi golpeado com a faca que ele tinha no carro. Também estava no motel uma adolescente de 16 anos que foi apreendida pela Polícia Civil. No relato feito por ela à Polícia, Emily e a amiga adolescente estavam caminhando a pé às margens da rodovia SC-413, que liga Penha a Piçarras, quando Nilson parou o veículo Jeta e ofereceu carona às duas.
Segundo o depoimento, quem se interessou foi a adolescente e, para não deixar a amiga sozinha Emily também embarcou no carro. Os três foram até Balneário Camboriú, onde Nilson teria comprado uma porção de maconha para as moças e cocaína pra ele. Teriam consumido os entorpecentes lá mesmo e, em seguida, voltado para Piçarras. Nilson teria dito que precisava encontrar um local para passar a noite, porque precisava acordar cedo no outro dia, e convidou as duas para ir ao motel.
No quarto do motel, eles teriam consumido mais drogas. Na versão da acusada, os três foram para a cama e ela teria se deitado entre a amiga adolescente e Nilson, para evitar que a menor fosse abusada. Foi aí que começou a violência, segundo Emily. Nilson teria mexido com a adolescente, tentado tirar a roupa dela e os dois começaram a brigar. Emily disse ter lembrado que viu uma faca no porta-malas do carro do gerente. Ela conseguiu chegar até o veiculo e pegar a arma.
Nilson levou uma facada no pescoço e morreu. A faca utilizada no crime era de propriedade de Nilson, que costumava usá-la em pescarias. Segundo a Polícia, Emily estava há pouco mais de um mês em Piçarras. Ela morava com o pai em Cananéia, cidade do litoral paulista. Desde então ela estaria na casa de amigas. Por ser de São Paulo, Emily não tinha muitos conhecidos em Piçarras. Há pouco mais de um mês, conheceu a adolescente e dela se tornou amiga.
O que nem ela sabia, segundo a Polícia, era do passado da menor. "Ela não era uma garota de programa propriamente dito, mas tem histórico de programas", contou uma policial Civil. Além disso, também tinha passagens por tráfico de drogas. Solteira e sem filhos, Emily tem um namorado firme, que também mora em Piçarras.
Para a Polícia, apesar do assassinato, a garota levava uma vida normal e não era prostituta. Ela foi encaminhada para Unidade Prisional de Barra Velha. Nilson era casado e tinha dois filhos.
Fonte: Diarinho
Colaboração: Francisco Carlos


