Quem nunca se deparou com alguma propaganda ou proposta de empresas que prometem tirar o nome do devedor dos cadastros negativos nos órgãos de proteção ao consumidor cobrando menos que o valor da dívida real? Pela internet, nas redes sociais ou em e-mails recebidos isso é bastante comum. Muitas delas, no entanto, podem não passar de mais um golpe.
“O que se vê, na verdade, é que a maioria delas pratica golpe, são estelionatárias. Como a pessoa quer muito pagar a dívida e, aì, começa a já pagando tudo o que pede inicialmente, sem ter segurança total. Outra questão é que solicitam documentos pessoais, como CPF e número de cartão de crédito”, alerta o economista e educador financeiro Francisco Rodrigues.
A dica para evitar de ampliar o prejuízo, que já é grande com a restrição cadastral ou, como popularmente se diz, o nome sujo, é ter cautela quando da contratação destes serviço. Ou, melhor ainda, o cidadão deve procurar diretamente a empresa na qual possui a dívida.
“Ligue direto no credor, tente fazer uma primeira proposta. Analise essa proposta e, se puder, não pague inicialmente. Faça uma contraproposta até chegar em um nível que possa pagar à vista ou negociar a prazo para que consiga limpar o nome dentro das condições financeiras que possui”, frisa ele.
Dados do SPC Brasil mostram que, no último ano, a cada dez pessoas que contratou empresa para limpar seu nome junto aos cadastros de devedores metade não conseguiu resolver o problema. Somente 27% dos que seguiram com o nome restrito conseguiram reverter e receber de volta os valores investidos nestas empresas.




