Funcionários que prestam serviços à empresa Oi cruzaram os braços nesta segunda-feira (14) em todo o país. O protesto se deu contra a empresa terceirizada que presta serviços à operadora, a RM, pelo não pagamento de valores referentes a participação em resultados e lucros. Em Brusque, cerca de 20 colaboradores aderiram ao manifesto.
De acordo com o diretor para assuntos sindicais do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações de Santa Catarina (Sinttel), Ojair Donizete de Sousa, o protesto desta segunda-feira serviu apenas como um alerta, mas o grupo não descarta nova paralisação nos próximos dias, caso não haja a quitação da pendência por parte da empresa.
J[á comunicamos que se ela não tomar uma atitude e fizer o pagamento ate 30 de abril, quando anualmente se faz esse pagamento, no início de maio chamaremos a categoria e partiremos para uma greve por tempo indeterminado, frisou ele.
O representante do Sinttel disse, ainda, que o protesto busca, ainda, chamar a atenção para condições precárias de trabalho dos funcionários. Entre estes itens, a própria falta de pessoas para desempenhar as funções, o que acaba sobrecarregando os demais.
Foi a única terceirizada da Oi no Brasil que não pagou a participação do lucro aos funcionários. Descobrimos que a empresa teve um lucro absurdo e não quis dividir isso com os trabalhadores, somente com os acionistas, finalizou Ojair.
A Rádio Cidade tentou contato com a RM, em Florianópolis, mas não obteve sucesso.
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