A cidade de Brusque tem 45 cadastros de pessoas interessadas em adotar crianças. Destes, 41 já estão na fila de espera. Os números fazem parte de um trabalho elaborado pelo Grupo de Apoio à Adoção de Brusque (Geaab), que na próxima quarta-feira (25) vai realizar uma palestra sobre o tema nas dependências da Unifebe.
De acordo com a presidente do Geaab, Ana Paula Garcia Scheffer, a maioria tem dificuldade em conseguir adotar porque busca crianças recém-nascidas, ainda bebês. “A nossa realidade nos abrigo é outra. Temos em outras cidades crianças de seis a 18 anos, irmãos, e o juiz não separa eles. Ou você adota todos ou não adota”, explica ela, afirmando que a maioria dos pais quer crianças com, no máximo, três anos e até dois irmãos.
Brusque não possui abrigo específico para crianças em fase de adoção. As cidades mais próximas em que há espaços específicos e onde estão crianças que aguardam para serem adotadas são Gaspar e Blumenau. Isso se dá, segundo Ana, pelo fato de Brusque não dispor de quantidade de menores à disposição para adoção e que justifiquem tal estrutura.
Nestes locais, o número de crianças maiores de seis anos, adolescentes de até 18 anos é grande. Além disso, por terem outros irmãos acabam sendo preteridos pelos que estão na fila. Os adolescentes que chegam aos 18 anos e estão em abrigos para adoção acabam tendo que deixar estes locais.
Quem tiver interesse em adotar precisa fazer um cadastro no setor de infância e juventude do Judiciário. A partir daí entra na lista de espera, cujo cadastro tem abrangência nacional. Quando surge uma criança com as características que os pretendentes ou pretendentes deseja, é feito contato e ocorrem reuniões para ver o interesse real na adoção. O encontro é coordenado por assistentes sociais. Toda segunda-quarta-feira do mês ocorre reunião do Geaab com os interessados em adotar. O local é a Sociedade Bandeirante.
Palestra
A palestra na noite de quarta-feira será ministrada pela professora doutora Sylvia Nabinger. Ela é assistente social de formação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O evento é aberto ao público e começa às 19h, no bloco C da Unifebe, no Bairro Santa Terezinha.
“Esse debate será feito para esclarecer a sociedade de Brusque sobre adoção, pois existe muito preconceito sobre o assunto. Será um debate sobre como funciona o cadastro, que não há burocracia para ingressar nele, além de que os interessados precisam passar por um curso”, explica Ana Scheffer




