Voltando em pauta, o assunto de segurança pública foi discutido durante a sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba, na noite de terça-feira (17). Uma das questões levantadas no plenário diz respeito a um ofício-resposta da comandante da 7ª Região de Polícia Militar, coronel Claudete Lehmkuhl, o qual assegura que não haverá mais remoção de policiais militares do grupamento da PM do município.
A informação foi dada pelo presidente da Casa, o vereador Felipe Eilert dos Santos (PT). Ele explicou que a resposta é fruto de um ofício enviado ao comando-geral. “Ela se comprometeu com Guabiruba em não deixar que o efetivo diminua ainda mais. Mesmo indo para a reserva, ela vai repor esses policiais”, afirma.
Além disso, também dentro do documento, ela teria garantido que as operações por meio do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) ainda devem ser feitas em Guabiruba. “Eu acredito que pela vontade da comandante, ela gostaria de melhorar a nossa situação, porém, a nossa 7ª região foi a que mais sofreu com a perda de policiais militares, então ela está com problema da falta em todos os 44 municípios da região”, defende.
Ele também falou sobre a esperança que o Curso de Formação de Soldados (CFSd) fosse feito em Brusque, sede do 18º Batalhão de Polícia Militar, mas conforme já noticiado, a cidade não foi relacionada na lista dos municípios que receberão a escola. “Infelizmente, apesar de toda a mobilização das nossas entidades, não foi atendido pelo comando-geral, por uma questão legal”, explica.
CRÍTICA
A despeito disso, o vereador Waldemiro Dalbosco (PP) também aproveitou o pronunciamento para falar de segurança pública, só que desta vez para criticar uma entrevista dada à imprensa pela comandante da 7ª RPM. Durante a troca de comando, ela definiu a criminalidade de Guabiruba como inexpressiva. “Como se aqui fosse um paraíso, que não tivesse problema algum”, completa o vereador.
Dalbosco ainda repercutiu outra parte da entrevista, afirmando que ela teria destacado a implantação do sistema de videomonitoramento em Guabiruba. “Dando a entender que, com as câmeras, até pode diminuir o número de policiais ou que não há necessidade de tantos policiais. Eu lamento as declarações dela e isso não corresponde com a realidade dos fatos”, opina.




