O governo federal foi assunto de maior parte dos momentos dedicados ao uso livre da tribuna por parte dos vereadores na sessão desta terça-feira (17) da Câmara Municipal de Brusque. Tanto governo quanto oposição buscaram em Brasília inúmeros argumentos para justificar a troca de comando na esfera nacional.
Para a vereadora Marli Leandro (PT), todo o desenrolar posterior à saída de Dilma Rousseff (PT) mostra que tudo fazia parte de um plano apenas para tirar ela e o Partido dos Trabalhadores do governo.
“Agora, as coisas estão meio que sendo deixadas de lado. A Dilma saindo do governo ano outro dia se acaba a Operação Lava Jato. Vão achar uma maneira de deixar tudo embaixo do tapete. O problema foi acabar com o combate à corrupção. Essa é a questão”, frisou ela.
O vereador Dejair Machado também utilizou como tema o governo federal. No entanto, a crítica foi, assim como em outras ocasiões, o uso da Lei Rouanet, mecanismo de apoio criado pelo Ministério da Cultura para incentivo ao setor através d projetos. Ele citou exemplos de artistas que já possuem certa trajetória e carreira consagrados, como Luan Santana, Claudia Leite, Chico Buarque de Holanda, mas que foram beneficiados por valores vultuosos da lei.
Citou, ainda, que todos eram defensores e apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Fico revoltado com o mau emprego com uma lei que foi criada em 1992, uma lei boa, que capta recursos de empresa para depois descontar do Imposto de Renda, mas que foi totalmente desvirtuada”, pontuou Machado.
Vamir Ludvig e Ivan Martins endossaram os comentários sobre o assunto. O primeiro utilizando o jargão que virou tema dos opositores na votação do impeatchment de Dilma Roussef, "tchau, querida!", e o segundo afirmando que a decisão de afastar a presidente, tanto do Senado quanto da Câmara, somente ocorreu porque o povo foi às ruas exigir isso.



