De 700, só sete foram indenizadas no Parque Nacional Serra do Itajaí

As discussões sobre o Parque Nacional Serra do Itajaí foram o foco da entrevista do programa Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (18). Para o debate, o programa contou com a participação do advogado José Vitor Iten, de Blumenau.
O parque é de 2004 e foi instaurado onde havia áreas de proteção ambiental de uso sustentável. Com a implantação, a estimativa do advogado, pelo menos 700 propriedades ficavam dentro da área delimitada pela área de proteção integral e precisavam ser indenizadas. Do total, apenas sete receberam o benefício..
O critério para o repasse de valores, segundo o advogado, foi a disponibilidade de recursos de compensações ambientais ofertados para alguns destes moradores. Os recursos eram do Fundo Nacional do Meio Ambiente. A estimativa de Iten é que a indenização custaria cerca de R$ 19 bilhões. Ao todo, são 53 quilômetros quadrados, em áreas de 19 municípios.
Para o advogado, além da dificuldade de indenizações, o reforço das exigências ambientais também impacta nas atividades que operavam na área, sob regras de preservação mais brandas. “Você engessou o que tinha lá. Nós tínhamos apicultura, piscicultura, tínhamos turismo rural, toda uma atividade de recreação em desenvolvimento”, afirma.
Segundo ele, muitas das propriedades locais atuavam já dentro de uma ideia de preservação ambiental. “O proprietário tem consciência. Tanto é que eles fizeram o parque onde estava preservado”.


