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A falta de representatividade e de força política junto ao governo do estado tem sido o principal motivo para que Brusque seja deixada de lado quando da busca por ter seus pleitos atendidos junto à Casa da Agronômica. Principalmente em relação à segurança pública, cuja escola de formação de policiais militares será deslocada para Blumenau.
Esta foi a análise feita pelo vereador Jean Pirola (PP) durante a sessão desta terça-feira (10) da Câmara Municipal de Brusque. Na tribuna, ele relatou encontro realizado em Blumenau com a comandante da 7ª Região da Polícia Militar de Santa Catarina, da qual Brusque faz parte, tenente-coronel Claudete Lemhkul. Liderada pela Associação Empresarial de Brusque (Acibr), a comitiva ouviu que o edital que definia as cidades onde seriam preparados os policiais não incluía Brusque.
“Para nossa surpresa, até semana passada somente Florianópolis faria essa escola de formação de soldados e agora eles espalharam por todo o estado. O que sentimos nesse momento? Brusque não tem representatividade junto ao governo do estado, digo no campo político. Porque se assim o tivesse os nossos representantes teriam brigado para nossa cidade para trazer essa escola para cá, pois todos sabiam dessa luta”, disse ele.
Além de um deputado estadual da cidade, Serafim Venzon (PSDB), Brusque ainda tem no primeiro escalão do governo do estado o secretário-adjunto da Casa Civil, o brusquense Ari Vechi (PMDB). Ao ser questionado se os dois não desempenharam papel o suficiente nesta questão, Pirola é tenta ser cauteloso, mas reafirma a falta de força política junto ao governo do estado.
“É isso que falta para a nossa região, uma representatividade, pessoas que têm vez e voz e que possam brigar pela nossa cidade e região. Mas não é o que vemos”.



