O Tribunal Superior Eleitoral ainda não terminou de julgar o caso que envolve o ex-prefeito de Brusque, Paulo Eccel. Na noite desta terça-feira (10), o tribunal seguia para uma decisão, com o voto do então presidente Dias Toffoli, que pediu a retirada da inelegibilidade de Paulo Eccel e Farinha por oito anos, situação que gerou um pedido de vistas do relator, Gilmar Mendes.
A situação teoricamente precisava ser resolvida nesta sessão, pois era a última de Dias Toffoli, que deixava o TSE e era relator de um dos embargos declaratórios, pedindo a retomada dos direitos políticos de Paulo Eccel e Evandro de Farias. Neste caso, Toffoli apresentou sua argumentação de que nos informativos divulgados, o nome de Paulo não era mencionado, o que em sua visão não caberia a inelegibilidade por oito anos.
Porém, após o voto de Dias Toffoli, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que assumirá a presidência do TSE na quinta-feira (12) pediu vistas para analisar a matéria e levar a posterior votação dos ministros. Ou seja, a decisão final acontecerá nas próximas sessões do tribunal, nas próximas semanas.
Com isso, o mandado de segurança impetrado pelo Solidariedade, que pede a realização de eleições diretas, também não foi julgado pelo TSE, já que uma decisão sobre o caso envolvendo Paulo Eccel ainda precisa acontecer para se decidir o futuro político de Brusque.



