O que diz a resolução sobre o assunto

Nos últimos dias ouviu-se muito falar sobre a liberação dos carros rebaixados. Tudo por conta da resolução de número 479, datada do último dia 20 de março, publicada seis dias depois pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contram). Mas será que a palavra certa é liberação? Não. Trata-se apenas de uma regulamentação acerca das modificações, muito comuns entre os jovens motoristas que baixam a suspensão de seus automóveis para deixá-los com uma aparência mais invocada.
Romi Mendes, supervisor da Guarda de Trânsito de Brusque, tem autoridade para falar no assunto. De acordo com ele, apesar de já existir há algum tempo a legalização de carros rebaixados, só agora é que os parâmetros foram definidos. Para começar, quem estiver interessado em fazer as alterações nos seus veículos deverá, portanto, procurar a Circunscrição Regional do Trânsito (Ciretran), em Brusque localizada na Rua Pedro Werner, em frente ao Paysandú, junto da Delegacia Regional de Polícia Civil, explica.
Serão aceitos, a partir de agora, os rebaixamentos de veículos em que a suspensão seja fixa ou regulável (antes só era aceita a fixa e, em agosto, até esta havia sido revogada em caráter temporário). A altura, de acordo com o agente, será de, no máximo, 10 cm do chão, a partir do ponto mais baixo da lataria ou do chassi. Importante lembrar também que as rodas, quando submetidas ao teste de esterçamento, não poderão, de nenhuma maneira, encostar em alguma parte do veículo, lembra o GTB. O esterçamento ocorre quando se vira o volante todo para um lado, tanto para o outro.
Fiscalização
Vai continuar. De acordo com Romi, os veículos continuarão a ser abordados de acordo com que a legislação permite. Tem que constar nos documentos do veículo a altura que foi estipulada para o rebaixamento. O CSV (Certificado de Segurança Veicular) será requerido na documentação. Muitos hoje alteram a certa altura e depois abaixam ainda mais. Isto não pode acontecer, completa.
Romi afirma não ter nada contra a esses veículos. Segundo ele, a Guarda de Trânsito de Brusque também compartilha desse pensamento. Nós não odiamos os carros rebaixados. Realmente, eles chamam atenção da fiscalização e por isso é grande o número de veículos abordados com essas características, finalizou.
Na próxima reportagem desta série, vamos conhecer um proprietário destes veículos modificados.
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