Faltaram espaços no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Brusque (Sintrafite) para abrigar os empregados da empresa Buettner S/A no final da tarde desta quinta-feira (5). Eles participaram de uma assembleia com diretores da entidade sindical e o administrador judicial da mesma para saber qual o rumo que está o caso depois do decreto de falência expedido pela justiça no último dia 28 de abril.
A aflição dos empregados, em torno de 450 deles, se misturou a duas notícias novas sobre o caso. Uma boa, se é que se pode afirmar desta maneira, e a outra nem tanto. A boa é que a justiça aceitou que seja feita a venda de um imóvel pertencente à Buettner para o pagamento dos salários em atraso. Neste caso, cada empregado receberá valor de, no máximo, cinco salários mínimos.
Por outro lado, a notícia ruim é de que a possibilidade de a Buettner conseguir se recuperar e tocara s atividades está praticamente descartada. Informação o que foi divulgado ainda na semana passada, de que vislumbrava chances de que a mesma mantivesse suas atividades em funcionamento.
“Ela não tem a viabilidade, mesmo, para prosseguir. Talvez apenas o serviço de continuidade de acabamento de serviços e produtos, porque existem muitos destes produtos que estão na fase final. Encerrando esse acabamento, eles têm um valor maior agregado para poder vender. Daí o valor vem para a massa falida para futuro pagamento de credores”, disse o administrador judicial Gilson Amilton Sgrott.
Sobre o imóvel está se dando início ao processo de leilão. São 30 dias para que se realize toda a etapa de publicidade na busca por compradores.
Outra notícia dada aos agora ex empregados da Buettner foi quanto às rescisões. Os dois sindicatos que representam os funcionários, Sintrafite (pessoal da produção) e Sindmestre (administrativo e escritório) vão encaminhar as rescisões para, no máximo, em um mês todas estarem finalizadas.
“Todos vão deixar as carteiras de trabalho no sindicato e vamos procurar agilizar ao máximo essa etapa para os trabalhadores”, disse o presidente do Sintrafite, Anibal Boettger.
Valdirio Vamnolli, presidente do Sindmestre, alimentou a noticia de que a empresa não tem viabilidade para retomar as atividades. “Infelizmente quem sofre com isso é o trabalhador, que dedicou uma vida toda à empresa. Temos pessoal do setor administrativo que está há dois meses sem salário”, pontuou ele.
Os empregados que não estiveram presentes na assembleia devem procurar as duas entidades para encaminhar os papeis de rescisão.



