Governo do Estado pode demitir 1.200 merendeiras
Através de um sistema de terceirização, a partir do ano que vem o governo estadual estará demitindo das escolas públicas 1.200 merendeiras. As demissões acontecerão de forma escalonada. Inicialmente, em janeiro serão 200 demissões. É intenção completar as rescisões até o mês de julho.
A informação é do Diretor do Sinte/SC, Sandro Cifuentes. Ele revela que no lugar das merendeiras o governo irá colocar empresas terceircizadas - algumas com suspeitas de envolvimento em irregularidade e em conluios na prestação de serviços prestados na merenda escolar de São Paulo.
Segundo Sandro, estas empresas estão sendo investigadas por desvio de dinheiro público no fornecimento da merenda escolar, entre elas a COAN, a Nutriplus e a Convida, que são investigadas pelo Ministério Público de São Paulo pela suspeita de formação de cartel para a prestação do serviço.
O diretor considera um desrespeito conceder licitações a empresas cuja idoneidade é questionada na Justiça. E, o pior, segundo ele, em detrimento das merendeiras, muitas das quais há mais de 20 anos trabalhando nas escolas, enquanto que outras estão para se aposentar.


