O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque (Sintrafite) não descarta paralisação de empregados das empresas dos setores que representa por conta da falta de consenso em torno da negociação coletiva 2018/2019. Em assembleia na manhã de domingo (20), os empregados rejeitaram as contrapropostas feitas pelas empresas.
Foi uma das maiores assembleias em termos de presença de público dos últimos anos. Tanto que a reunião teve de ser realizada na parte externa do sindicato, fechando o tráfego de veículos para Rua Tiradentes, no Centro.
Sobre a possibilidade de paralisação, o presidente do Sintrafite, Anibal Boettger, destaca que é algo já encaminhado caso o impasse prossiga. Alguns trabalhadores já queriam fazer essa paralisação a partir de domingo. O sindicato, no entanto, orientou a não tomar esta posição e, sim, um estado de greve, para que não seja feita a interrupção de forma inesperada.
“Entendem eles que somente através de uma paralisação do setor produtivo é que haverá o reconhecimento. Existe uma perspectiva de que, se não se chegar a um denominador comum, na próxima semana, talvez até nesta, teremos alguma surpresa em algumas empresas que fazem parte da Comissão de Negociação”, frisa ele.
Na próxima quinta-feira (24), às 17h, haverá uma nova assembleia na sede do Sintrafite para discutir se o estado de greve e até uma paralisação serão mantidos, ou se a situação se resolve com a apresentação d euma nova contraproposta da classe empresarial.



