A tarde desta sexta-feira (29) foi reservada para àqueles que pretendem entrar para o próximo jogo eleitoral, marcado para o primeiro domingo de outubro (3) de 2016. Os pré-candidatos e, também, comunidade em geral puderam conhecer melhor o que pode e o que não pode nas eleições. Como diria o comentarista de arbitragem e também ex-árbitro de futebol, Arnaldo Cezar Coelho, a regra é clara.
O professor, desta vez, foi o advogado e jornalista José Alexandre Machado, que foi disponibilizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Ele foi o responsável por deixar claro se pode isso, ou não.
Com início marcado para as 13h30min e a presença de vários pré-candidatos e, também, políticos da região, a bola rolou nos pés dos anfitriões do evento – presidentes das Casas Legislativas da região e de entidades envolvidas. No entanto, o destaque do jogo ficou por conta das novas regras eleitorais. Com a pequena reforma eleitoral, houve algumas modificações na legislação, afirma Machado. “Primeiro objetivo da reforma era ter maior economia nas campanhas eleitorais, de forma que se dê um equilíbrio melhor nas disputas dos pleitos envolvidos, que são prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Outro ponto importante é que tem se buscado fazer com que as mulheres tenham mais participação”, afirma.
Apesar disso, a principal mudança ocorreu no meio de campo, ou seja, no tempo de campanha, que diminuiu. “Que vai objetivar, naturalmente, um custo menor nas campanhas e a oportunidade para que os candidatos possam fazer uma enorme pré-campanha, então se flexibilizou muito a pré-campanha. A campanha vai ser bastante curta, que foi um exemplo dos Estados Unidos da América (EUA)”, explica.
OBSERVATÓRIO
O evento ocorreu por uma iniciativa do Observatório Social de Brusque (OSBr), em parceria com as Câmaras de Vereadores de Brusque e Guabiruba, além da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Empresarial de Brusque (ACIBr).
O presidente do OSBr, Pedro Afonso Hoffmann, destacou a importância do pioneirismo do curso. “Estamos iniciando agora. Espero que isso se prorrogue por anos e a gente, cada vez mais, se aperfeiçoe nisso”, enfatiza. Na visão dele, o Observatório muitas vezes fica no anonimato, mesmo ao completar cinco anos de fundação em Brusque. “Mas estamos atuando, inclusive em Guabiruba. E quem ganha, com esse trabalho do Observatório, é a comunidade”, pontua.
O que é desenvolvido pela entidade também foi elogiado pelo palestrante da tarde. José Alexandre Machado acredita que o OS representa o eleitor. “E mais do que isso, ele faz uma fiscalização aos que têm um mandato eletivo. É muito importante que a sociedade esteja engajada, que administre e gerencie o município junto com quem, de fato, tem um mandato”, enfatiza.
ELEITOR
O evento não permitia apenas a entrada de jogadores, ou melhor, dos políticos ou pré-candidatos, mas também os próprios torcedores – chamados de eleitores. Para o palestrante, a oportunidade de a população conhecer melhor o que é – e o que não é – permitido em anos eleitorais é bastante positivo. A palestra é voltada aos candidatos e seus assessores, de forma que eles conheçam um pouco mais da legislação, para que não recebam cartão vermelho e fique fora da próxima rodada – se ela existir – em um segundo turno. “Mas é muito importante a comunidade saber um pouco dessa legislação – e a palestra tem uma linguagem bastante acessível – para que ela saiba quando o candidato estiver cometendo algum tipo de irregularidade, e chamar a atenção ou denunciar”, completa.




