Brusque vai receber na próxima quinta-feira (28), a 14ª edição do Movimento em Defesa da Vida, Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense (Movida). Trata-se de um ato público que deve reunir mais de duas mil pessoas de todo estado, com saída do Pavilhão da Fenarreco, passeata pelas principais ruas do Centro e parada nas escadarias da igreja São Luiz Gonzaga.
O ato tem por objetivo chamar atenção da população sobre os elevados índices de acidentes e doenças do trabalho. Dados obtidos pelos organizadores junto a órgãos como a Previdência Social, Ministério do Trabalho, IBGE, entre outros, mostram a situação alarmante em relação ao assunto. Santa Catarina lidera o ranking nacional.
Os índices de acidentes e doenças do trabalho são assustadores. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,5 milhões de pessoas morrem por ano no mundo vítimas de acidentes de trabalho. Somente em 2014, segundo dados mais atualizados da Previdência Social, aconteceram no Brasil mais de 700 mil acidentes de trabalho. Além disso, em pouco mais de dez anos, o INSS aumento em mais de 400% os gastos com pagamentos de benefícios por conta de acidentes, doenças e aposentadorias por invalidez em função de situações causadas pelas atividades do trabalho.
O Movida foi criado em 2003 para simbolizar a luta dos trabalhadores contra acidentes e doenças causadas pelas atividades profissionais. A data de 28 de abril ficou definida como dia de protesto por ser o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Por conta disso tudo é que acontece o Movida, um evento que tem por objetivo chamar atenção da sociedade para o problema. Em Brusque, o ato será realizado por centrais sindicais de trabalhadores e federações de Santa Catarina, juntamente com o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região.
O 14º Movida terá concentração às 9h em frente ao Pavilhão da Fenarreco, com passeata pelas principais ruas do Centro, até a concentração nas escadarias da igreja católica São Luiz Gonzaga. O ato deve contar com as presenças de sindicalistas, representantes de órgãos como o Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, deputados, entre outros.



