PM brusquense é alvo

Revoltado com a situação ao qual foi vítima, Tarcísio Fischer (57), policial militar da reserva e morador de Brusque, entrou em contato com o jornalismo da Rádio Cidade para contar sobre um assalto que ele e sua família sofreram no município de Navegantes, na localidade de Gravatá.
O dia era sexta-feira (21). Por volta de 17h30min, Fischer e sua família chegaram numa GM Captiva de propriedade do PM até sua casa de praia, no município. De acordo com ele, só deu tempo de entrar no terreno, a mulher e o filho, de apenas três anos, na casa. Pouco tempo depois, dois jovens, um loiro e outro moreno (um deles armado), renderam o homem.
Eles anunciaram o assalto, disseram para eu recuar para dentro de casa, sem fazer alarde, sem gritar e sem nada, relatou a vítima. Policial treinado que é, o homem tentou reagir a ação dos bandidos, aproximando-se dos dois para tentar retirar a arma, porém, acabou recuando quando o loiro dizia a todo o momento para o seu parceiro, que era melhor, atirar e matar o homem para não se incomodar.
O momento mais tenso ocorreu quando o garotinho chegou para ver o que acontecia, em busca do pai, o que acabou deixando a situação ainda mais complicada. Ele apontou a arma pro meu filho e disse para ir para dentro de casa, se não, ele o mataria, disse. O homem ainda tentaria reagir mais uma vez quando os bandidos quiseram colocá-los dentro do banheiro. Aí eu impedi e disse: aí vocês só vão entrar se me matarem, relatou.
Eles acabaram deixando o local, visto que já tinham vários produtos entre joias, eletrônicos, o veículo e a própria arma de Tarcísio. Porém, ao notar a carteira de policial militar sobre o banco do veículo, retornaram na intenção de matar o homem, o que não ocorreu apenas porque ele disse que o documento era falso e utilizado para burlar fiscalizações de trânsito.
Eles fugiram novamente em direção ignorada. A vítima relata que, em seguida, ligou para a Central de Operações da Polícia Militar (Copom), para imediatamente falar sobre o ocorrido. Ele criticou duramente o atendimento do operador do Copom da PM local. Ele ficou me enrolando durante 20 minutos, enquanto eu via meu carro ir embora, relatou. O procedimento correto, de acordo com Fischer, seria repassar imediatamente as características do veículo para todas as guarnições de serviço, o que não foi feito. Isso é básico e primordial de um atendente.
Impunidade de menores infratores e situação da criminalidade em Navegantes
Além da situação aterrorizante, Fischer atentou para a impunidade de menores infratores, o que acaba fazendo com que aumente o número de adolescentes que entram para a vida do crime. Os que lhe assaltaram, relata, eram adolescentes e estavam visivelmente drogados. Você não tem segurança para mais nada. A situação da criminalidade em Navegantes está insustentável. Não adianta fazer iluminação nas ruas e não atentar para a segurança. Pessoas que iriam investir por aqui olham as notícias e decidem investir em outros lugares, falou o militar.
Ele fez um apelo para que algum legislador novamente atente para a maioridade penal que, de acordo com a vítima, deve ser de 16 anos. Se ele pode votar com essa idade, também tem o dever de cumprir com suas obrigações. Esses elementos cometem crimes porque estão soltos, enquanto a população está presa dentro de suas residências, finaliza.
Publicado por Lana Martins
Confira o áudio, exclusivo, a revolta do empresário e policial militar da reserva, Tarcísio Fischer:



