Na tribuna da Câmara, Moacir Giraldi (DEM), conhecido pelos gestos bruscos nesse espaço e pelo tom elevado da voz, foi taxativo ao chamar o prefeito Roberto Prudêncio Neto (PSD) e o secretário municipal da Educação, Ivanor de Mendonça, de incompetentes. O motivo: a eleição para diretores das escolas da rede municipal de ensino, marcada somente para o final do ano, em novembro.
Para Giraldi, o motivo tem a ver com as eleições municipais que ocorrerão em outubro. Seria uma forma de barganha político-partidária, troca de favores. “É uma vergonha para Brusque, um retrocesso da democracia dentro das escolas. (...) Até disse que o secretário tinha que pedir pra sair depois dessa. Que moral que ele tem? (...) Tanto o prefeito como o secretário, peçam pra sair”, disse ele.
O líder do governo da Câmara, Alessandro Simas (PSD), não nega que a decisão de realizar a eleição dos diretores em novembro tenha a ver com o pleito de outubro. A diferença, segundo ele, é que o governo quer evitar pressões políticas por causa de um novo governo que venha a se eleger em outubro, além de permitir que os diretores eleitos possam começar 2017 com plano de gestão sem interrupções.
“Se fizéssemos a eleição no início do ano, em março por exemplo, a troca dos diretores poderia atrapalhar. O que se pensou? Se lança o edital, os interessados se inscreverão, farão o curso preparatório e os eleitos teriam dezembro para se preparar para, juntamente com a estrutura da educação das escolas poderem iniciar o ano e preparar todo o planejamento para a unidade escolar”, se defende.
O Decreto que instituiu a eleição para diretores das escola sofi assinado em 20136 pelo ex-prefeito Paulo Eccel. No ano passado, o atual governo interino não deu sequência ao processo com a realização de um novo pleito. Depois de muitas cobranças, esta semana foi anunciado que a eleição acontecerá no final deste ano.
Confira tudo o que foi votado e aprovado na sessão desta terça-feira.



