Após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão feito pelas policiais Civil e Militar, na manhã desta terça-feira (26), duas pessoas acabaram detidas. A operação em conjunto ocorreu em uma residência – que servia como ponto de tráfico de drogas – na Rua João Frederico Steffen, Bairro Steffen.
RELEMBRE O CASO: Polícia cumpre mandado de apreensão no Steffen
De acordo com o delegado Alex Bonfim Reis da Divisão de Investigações Criminais (DIC), as polícias recebiam constantemente denúncias de que havia venda e consumo de entorpecentes no local. Além disso, a investigação apontou o dono da casa como sendo o terceiro envolvido no crime.
“O proprietário do imóvel, Adolfo Steffen Neto, teria locado o imóvel para que outras pessoas, Edite Nunes e Sidnei Felício, praticassem o tráfico de drogas. Ele permitia que realizasse o tráfico na casa e, em troca, ele era remunerado, ou seja, recebia uma quantia pela venda de drogas”, afirma Reis.
Depois de receber várias denúncias, os policiais monitoraram a localidade a fim de ter mais indícios do crime. A união entre a PM e a Civil resultou ainda na identificação de usuários de drogas e grande movimentação na residência. “Foi cumprido o mandado de busca na residência, onde foi apreendida uma quantia de drogas. Além de quantia em dinheiro e objetos”, completa.
No imóvel, Edite Nunes (34) e Sidnei Felício (32) foram detidos e encaminhados como traficantes, de acordo com o delegado. “Enquanto isso, buscas são realizadas em procura do proprietário do imóvel Adolfo Steffen Neto (o Adolfinho). Nas próximas horas, eu acredito que ele também possa se apresentar ou será conduzido à unidade policial”, acredita Reis.
Na visão da autoridade policial, atualmente os traficantes são mais cuidadosos para manejarem grandes quantidades de entorpecentes. “Mas o mais importante não é a quantidade, mas sim a consistência de provas em desfavor dos investigados. Então, nesse quesito, nós não temos dúvidas, não somente do tráfico, mas também da associação entre eles”, pontua. Conforme o delegado, além do que foi identificado e apreendido, também há filmagens que materializam o crime.
Agora, o Auto de Prisão em Flagrante (APF) deve ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para que haja manifestação do Ministério Público. Ele acredita que com a prisão dos investigados, a comunidade do Steffen terá um pouco de paz. “Por isso incentivamos sempre às pessoas que sofrem com esse mal, para que denunciem para as polícias Civil e Militar”, incita.




