O 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi palco, nesta quinta-feira (20), de uma instrução de manuseio de Dispositivo Eletrônico de Controle (DEC), mais conhecido como Taser ou, até mesmo, arma de choque. A aula foi ministrada pelo tenente Marcus Vinicius Fraga, comandante da 3ª Cia/18º BPM, que corresponde ao município de Gaspar.
Durante o curso, ele explicou aos alunos do Curso de Formação de Soldados (CFSD), dentre outras coisas, que a utilização daquele equipamento é necessária quando não é viável o manuseio de armas de fogo, durante certos tipos de ocorrências atendidas.
É mais um instrumento que colocamos a disposição do policial militar para o serviço na rua, ressalta Fraga, em entrevista à Rádio Cidade. Ele explicou, também, que apesar de funcionarem bem e atenderem efetivamente as necessidades dos PMs, os tasers utilizados pelos militares brusquenses datam do ano de 2001 e já não são mais fabricados. Apesar disso, a empresa Taser ainda fornece total assistência em caso de danos nas armas.
Servindo de cobaias, alguns alunos soldados chegaram até mesmo a se oferecer para levar os choques, que agem a partir da contração involuntária da maioria dos músculos do corpo humano, seja a vítima treinada, forte, sob efeito de álcool ou drogas. Não importa. O tombo é quase certo. E pelas imagens é possível confirmar tal situação. Durante a demonstração, os futuros policiais que levavam os choques diziam que era impossível esboçar qualquer reação.
Apesar de ser considerada "não letal", Fraga explicou que existem uma série de impedimentos que inviabilizam civis de possuírem tal dispositivo de defesa. De acordo com ele, não é permitido portar, sequer adquirir o DEC Taser. Até mesmo a Polícia Militar necessita de autorização do Exército Brasileiro para comprar os armamentos, pontua. Ao fim da entrevista, Fraga relatou que já existe intenção do setor financeiro do 18º BPM de adquirir novas armas Tasers, de fabricação mais recente ou, então, os mesmos modelos, já que atendem perfeitamente as necessidades do batalhão.



