A caneta do judiciário brusquense funcionou e condenou, com o rigor da lei, três homens envolvidos nos ataques organizados pela facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC), no início de 2013. Foram julgados Adriano dos Santos Gross (28), vulgo Pit, Tom Jobim Syllos (27) e Venício de Souza (25), vulgo Girafa. Todos foram condenados com base no artigo 250 do Código Penal Brasileiro (CPB), que prevê sanções para quem Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem.
Adriano recebeu a pena de sete anos de prisão em regime fechado, além de 351 dias-multa. Venício, por sua vez, foi condenado à pena de seis anos e cinco meses de reclusão, também no regime fechado, mais 283 dias-multa. Por fim, Tom recebeu a menor das penitências: cinco anos de reclusão em regime fechado, somando-se com 243 dias-multa.
Os motivos foram tributados aos fatos que se sucederam em 2013, quando uma onda de ataques do PGC aterrorizou todo o estado de Santa Catarina. Os três, integrantes da facção teriam sido recrutados para praticarem tais atos.
O primeiro, por volta de 0h40min do dia 7 de fevereiro daquele ano, ocorreu no estacionamento da Auto Escola Marijá, na região central de Brusque, onde um micro ônibus teve seu interior incendiado. Alguns minutos depois aconteceu o segundo caso. Desta vez no Bairro Azambuja. O fato se deu na Rua Ernesto Appel, quando um Renault Megane foi apedrejado e, novamente, incendiado.
Apesar da condenação no artigo 250, o trio foi absolvido em outro, o 163, que prevê sanções para quem Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. Eles já estão recolhidos na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Brusque para cumprimento da pena.



