Vereadores reclamam ausência de secretário
O secretário de Obras de Guabiruba não foi à sessão ordinária da Câmara Municipal na noite de terça-feira (3), como ele próprio havia prometido na sessão do dia 27 de março. Isso fez com que os vereadores, tanto de oposição quanto de situação, demonstrassem descontentamento. A justificativa para a ausência do secretário Clodoaldo Riffel seria uma reunião no poder Executivo.
O vereador Crisitiano Kormann rebateu a versão dada à imprensa pelo secretario Clodoaldo, quando esse se referiu às indicações que "nunca chegaram" à secretária. "Para mim, não faz diferença o secretário de Obras vir ou não, para prestar esclarecimentos à população. Fiquei surpreso com uma entrevista que o Clodoaldo deu após a sessão da semana passada, onde ele disse que não recebeu os pedidos e indicações dos vereadores. E o pior de tudo não é só a falta de comprometimento do secretário, que já foi vereador, sabe das indicações que existem e deve ter feito muitas indicações. O que me deixa mais indignado é que devem ter pessoas acobertando lá na prefeitura também, a falta de comprometimento não só do secretário, mas também quem é responsável em receber as indicações no Executivo", esbravejou Cristiano.
O vereador Nilton Rogerio Kohler chegou a duvidar da reunião que foi usada como justificativa para a ausência de Clodoaldo Riffel. "Eu, pessoalmente, pedi para o secretário, em sessão na tribuna, para que ele se fizesse presente na sessão de hoje (terça) e ele assumiu o compromisso conosco. Então, gostaria de saber se houve essa reunião dele com o Executivo ou não. Eu mesmo vou averiguar isso", disse Nilton Rogério Kohler.
Matias Kolher se pronunciou sobre o projeto de lei que trata da concessão do piso nacional do magistério aos professores que ainda não estavam dentro desse piso no município. Os vencimentos dos professores em março não vieram com o aumento. "Nós tivemos uma solicitação dos vereadores, principalmente os de situação, para que esse projeto fosse votado em regime de urgência, para que o pagamento fosse efetuado já no mês de março.
E, ontem, (segunda-feira), tomei conhecimento de que nada disso aconteceu. Mais uma vez se montou um grande cenário, se trouxe argumentos de que a votação em regime de urgência era necessária para beneficiar os professores e eu não sei se o prefeito teve tempo de sancionar a lei ou de adequar a folha, mas nada disso aconteceu. Acredito que os próprios vereadores que votaram estão tão decepcionados quanto eu", afirmou Matias.



