Depois de mais de oito horas de votação em plenário, a Câmara dos Deputados decidiu neste domingo (17) sobre a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade fiscal. Era por volta de 23h10 quando o voto do deputado federal Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco, selou o mínimo necessário de 342 votos para que o processo fosse acatado. Agora, caberá aos senadores darem a palavra final e julgar se Dilma perde o mandato ou não.
A votação teve início por volta de 15H. Antes disso, os líderes de cada um dos partidos com representatividade na Casa tiveram entre três e dez minutos para falar, dependendo do tamanho da bancada. Mais cedo, o relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO), leu novamente o parecer pelo prosseguimento do rito do impeachment.
PSOL e Rede, embora oposição ao governo, se posicionaram contrários ao impeachment. A maioria de seus representantes disse que não considerava justo um processo em que se tirava a legitimidade do voto das urnas. Ainda mais quando o processo tinha como condutor um parlamentar que está com investigação e ações na justiça para perder o mandato, em referência ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB). Sobraram menções a Cunha e ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), os quais foram acusados por governistas e contrários ao impeachment de se aliarem para dar “um golpe”.
Agora, o processo segue para o Senado que, por maioria simples (41 votos), decide se aceita a decisão da Câmara ou não. Caso o resultado seja favorável ao andamento do impeachment, uma nova etapa seguiraá na sequência. Nesta é que os senadores julgam a presidente de decidem de maneira definitiva sobre a cassação ou não de seu mandato.
Dos 16 deputados catarinenses, apenas dois deles votaram contra o prosseguimento do impeachment: Pedro Uczai e Décio Lima, ambos do PT. Todos os demais disseram sim.



