Temas polêmicos na reunião do Comusa
Nesta semana foi realizada a reunião mensal do Conselho Municipal de Saúde (Comusa), no salão nobre da prefeitura. Conforme Marcos Maestri, presidente do Conselho. durante a reunião alguns assuntos considerados polêmicos necessitaram de uma atenção especial, como doenças transmissíveis e a baixa nota que o município obteve através do Índice de Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (Idsus).
A reunião contou com a participação de uma pessoa da secretaria Municipal de Saúde, além da secretária Cida Belli. Ambas explanaram aos conselheiros o porquê da nota obtida no Idsus ter sido tão baixa, colocando Brusque em penúltimo lugar no Estado.
Quanto a esse assunto, Maestri defende a idéia de que "não adianta equipamentos modernos e prédio bonito, se a Saúde continua pecando no atendimento à população". Outro assunto foi quanto à portaria que trata sobre o número limitado de atendimentos, cujo aviso foi afixado na unidade de saúde do Poço Fundo e gerou reclamações entre usuários. A informação repassada é que já foi realizada uma reunião naquela unidade de saúde e que as dúvidas foram esclarecidas.
Segundo Maestr,i para melhorar a nota no Índice de Desenvolvimento no Sistema Único de Saúde (Idsus) é preciso, fundamentalmente, melhorar o atendimento à população. A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi questionada pelo presidente do Comusa em relação ao local onde está sendo construída - imediações da Unifebe, no bairro Santa Terezinha. Para Maestri, o local é inapropriado por dificultar o acessoem função da distância.
Conforme o presidente do Comusa, se a UPA fosse construída na área central da cidade iria oferecer um acesso facilitado. A secretaria de Saúde informou que a construção da UPA está sendo feita naquele bairro, porque foi o único terreno disponóvel encontrado em Brusque e que preenchia os requisitos exigidos.
Outro fator considerado como positivo quanto à localização, é poder atender a bairros como o Santa Rita, Santta Terezinha, Limeiras Alta e Baixa, Nova Brasília e loteamento Planalto, entre outros.
O déficit mensal de R$ 200 mil anunciado pelo Hospital de Azambuja também foi outro assunto tratado. Um representante da instituição esteve participando da reunião e reafirmou as informações que foram repassadas através de um panfleto. De acordo com Maestri, a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) não é reajustada há 18 anos.
A administração do hospital realçou que os valores repassados estão sendo feitos sem qualquer atraso e que se existem profissionais da Saúde com os salários atrasados há oito meses, como foi anunciado pelo administrador, padre Nélio Schwank.



