O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Brusque atualmente conta com seis funcionários efetivos e mais seis estagiários. O número, considerado relativamente pequeno, acaba sobrecarregando na jornada de trabalho dos que atuam na região.
Na visão do perito criminal do IGP, Álvaro Augusto Mesquita Hamel, o principal problema enfrentado pelo órgão no município é esse: excesso na carga horária. “Temos algumas folgas, que estão previstas em lei, que a gente tenta tirar na medida do possível para não extrapolar muito essa jornada”, completa.
São seis funcionários efetivos, sendo dois peritos criminais, dois peritos médicos legistas e dois auxiliares de medicina legal. “Isso para atender a cidade e toda a região, que abrange a delegacia regional de polícia, ou seja, Brusque, Nova Trento, São João Batista, Major Gercino, Guabiruba e Botuverá. Então, são seis servidores para atender toda essa demanda de mais de 200 mil habitantes na região”, explica. Além de mais seis estagiários cedidos pelo Governo do Estado.
Ao todo, os funcionários atendem três tipos de demandas, como no Instituto de Criminalística – que envolve crimes como adulteração de veículos, fraudes de documentos, homicídios e etc. – Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Identificação, o qual é responsável pela confecção de carteiras de identidade de Brusque. “Cada município desses que eu citei tem a sua central de atendimento da identificação civil”, esclarece.
EFETIVO
A falta de efetivo no IGP da cidade é o que, diretamente, interfere na jornada de trabalho atual. No entanto, o perito afirma que o problema é enfrentado por todos os órgãos da segurança pública em Santa Catarina. “A gente tem o princípio de que toda ocorrência tem que ser atendida e é atendida. Então, essa obrigação que nós temos com a sociedade é o que gera essa sobrecarga”, pontua.
Na visão dele, em Brusque deveria ter três peritos criminais, três peritos médicos, três auxiliares de medicina legal e três auxiliares criminalísticos, que atualmente não há no município. “Seria um efetivo razoável para atender, ainda não bom ou excelente, mas razoável”, opina.
Quando os seis servidores trabalham, o IGP atende a todas as ocorrências, sem o apoio de outras cidades. Entretanto, quando um dos funcionários está de férias ou licença, Balneário Camboriú apoia o município. “Nos finais de semana, para evitar uma sobrecarga de trabalho, eles assumem o plantão da nossa região”, comenta.




