Há pouco mais de três meses no cargo de administrador do hospital de Azambuja, Evandro Rosa aponta alguma situações que poderiam melhorar o atendimento à população e que estão sob a demanda do poder público. No caso, a Prefeitura de Brusque, através da Secretaria Municipal da Saúde. A concentração dos atendimentos clínicos, não de urgência e emergência, nas unidades básicas de saúde seria um deles e desafogaria a demanda do hospital.
Roza afirma que esse tem sido um dos motivos das demoras para atendimento no pronto socorro do hospital. Nas últimas semanas, a Rádio Cidade tem recebido reclamações de usuários que chegam a ficar quatro horas aguardando para serem atendidos.
“Sem dúvida, de 80% a 90% dos atendimentos das pessoas são ambulatoriais, nada grave e que não precisa de um suporte maior. É ruim, por um lado, porque o hospital acaba recebendo críticas”, pontua ele.
O administrador do hospital lembra que a unidade tem por função dar atendimento de urgência e emergência, como nos casos de acidentes de trânsito. Nesta situações, muitas uma equipe toda precisa ser deslocada para dar suporte, dependendo da complexidade do caso.
“Teve uma ocasião em que vi no Facebook um comentário e uma moça. Liguei no hospital para verificar e, naquele momento, estávamos com 30 acidentados, dez ambulâncias que chegaram”, frisou, alegando que o hospital prioriza quais as situações de urgência.
Há dois médicos atendendo simultaneamente, alega ele, mas quando chega uma ou mais vítimas de acidentes todos param para dar apoio, inclusive as equipes de enfermagem.
Investimentos
Evandro Roza comenta que foram feitas mudanças no ambulatório de pediatria. Com a contratação de profissional na ala particular, houve crescimento de 120% no número de atendimentos de janeiro a março deste ano. Muitas pessoas que buscavam o serviço em cidades da região já podem fazer isso no próprio município.
Um trabalho de mapeamento de processos do hospital está sendo implantado com a intenção de diminuir custos e investir mais na ampliação de serviços e estrutura.
“Internamente já sentimos um ambiente melhor. Em abril conseguimos pelo terceiro mês seguido pagar salários em dia. Com ações interna se parcerias temos buscado melhorar”, frisou ele.
A capacitação o quadro de funcionários tem sido outro ponto focado pela gestão, frisa Roza.
As conversas com prefeitos da região para apoio financeiro ao hospital, tendo em vista que a unidade atende pessoas não apenas de Brusque tem avançado. O Azambuja está fazendo, inclusive, levantamento de dados para embasar o pedido, com o número de pessoas destes municípios que são atendidas. Ele citou exemplo de Guabiruba, que no último mês teve registrados quase 20% dos partos feitos no hospital.



