Dia Internacional da Mulher

Desde os meados do século XIX, as mulheres lutam por melhores condições de trabalho e por direitos políticos e sociais. Antigamente, as mulheres não tinham o direito ao voto. No Brasil a mulher só teve direito ao voto em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas.
O dia 8 de março foi escolhido porque nesta mesma data, em 1857, na cidade de Nova Iorque, um grupo de mulheres operárias lutava por uma carga horária de trabalho mais digna. Pediam a redução de 14 horas para 10 horas de trabalho, atualmente a carga horária é de 8 horas por dia. Infelizmente o ato foi reprimido com violência e muitas mulheres morreram por esta causa.
Embora a população feminina no Brasil represente 51,3% do seu total, nos comparativos que dizem respeito à presença da mulher no mercado de trabalho e da sua presença em setores de maior remuneração, esse número ainda é muito pequeno, segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal.
O progresso, a evolução da trajetória das mulheres no meio profissional é incontestável. Ainda hoje, o maior obstáculo para a mulher é conciliar sua vida pessoal com a profissional. O velho preconceito muitas vezes está dentro de casa, no pai, na mãe, no marido, que resistem à ideia da mulher ficar mais tempo fora de casa. Delegar as responsabilidades da casa e os cuidados com os filhos a terceiros, quando há condições financeiras, ou compartilhar com a família, são usados contra elas com muito desrespeito, ainda que esteja dando conta, graças a sua propriedade multitarefa.
Dados importantes do "International Business Report 2013", da consultoria Grant Thornton, revelam a porcentagem de mulheres nos cargos de presidentes, vice-presidentes e diretores: as mulheres ocupam 24% desses cargos no mercado mundial e especificamente no Brasil, 23%. Apesar das adversidades em Santa Catarina, quando o assunto é mercado de trabalho, a realidade é diferente em comparação a média nacional. A participação das mulheres no mercado de trabalho formal em Santa Catarina cresceu em média 4,7% ao ano nos últimos 26 anos, contra 3% dos homens.
A taxa de formalidade da ocupação entre a população feminina é maior em SC do que no Brasil: enquanto no estado catarinense é de 76,3%, no país é de 61%. Ao longo de 2013, do total de 68.782 empregos formais criados em Santa Catarina, 47% foram preenchidos por mulheres.
O balanço da inserção feminina no mercado de trabalho catarinense foi realizado pelo setor de Análise do Mercado de Trabalho da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST). O estudo traz alguns indicadores com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e é focado nos anos de 2012 e 2013.
Ao longo dos anos, a mulher tem conquistado o seu espaço com dignidade, dedicação e afinco. Mulheres guerreiras que neste sábado (8) de março, merecem todas as homenagens.
Publicado por Lana Martins


