Os ânimos ficaram exaltados na sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba, na noite de terça-feira (5). O assunto, mais uma vez, foi a discussão que envolve o vereador Haliton Kormann (PMDB) como um dos investigados referente à denúncia feita por parte do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) na compra de votos em troca de pedra brita e areia.
O bate-boca aconteceu já no final da sessão, após os pronunciamentos dos nove vereadores. Uma das votações da noite era o requerimento 007, de autoria dos vereadores Jaime Luiz Nuss, Haliton Kormann, ambos do PMDB, e Nilton Rogério Kohler (DEM), o qual solicitava à presidência da Casa, cópia das imagens do vídeo monitoramento da Câmara Municipal, nas dependências internas e externas, entre os dias 21 e 22 de março, para o esclarecimento da colocação do caminhão de brinquedo com pedra brita no plenário.
RELEMBRE O CASO: Morador se manifesta com caminhão de brita e vereadores criticam
No entanto, o presidente da mesa, vereador Felipe Eilert dos Santos (PT), pediu aos autores do requerimento a explicação para tal pedido. O que não foi feito por parte dos vereadores da oposição. Com quatro votos contra quatro, Santos deu o voto minerva e negou o pedido de requerimentos dos vereadores oposicionistas. Contudo, a discussão já armada, os vereadores Jaime Nuss, Felipe Santos e Nilton Kohler trocaram farpas e acusações.
Entre uma fala e outra, Eilert afirmou que foi quem levou à Camara o caminhão de brinquedo com pedra brita. Segundo ele, a intenção era se manifestar, no entanto, decidiu não o fazer. Apesar disso, conforme o vereador, na ocasião o morador Hilário Schweigert se ofereceu para levar o artefato e se manifestar. “O cidadão passou pelo corredor da Câmara e disse ‘se então não vai usar, deixa que vai servir esse caminhão para mim’, eu entreguei, e ele resolveu se manifestar naquele dia”, conta.
Entretanto, Kohler diz que o presidente da Casa não cumpriu o regimento interno ao permitir que o morador “invadisse” o plenário sem que fosse antecipadamente anunciado. “E hoje o próprio presidente admitiu que fora ele que solicitou que fizesse essa manifestação”, completa. “E na época, eu solicitei explicação, porque o regimento pede que o presidente anuncie quem vai invadir o plenário. Ele não o fez. Ele simplesmente permitiu que a pessoa invadisse e depositasse esse caminhãozinho”, enfatiza o vereador.
CAMINHÃO
No último dia 22 de março, a sessão presenciou o primeiro embate quanto à denúncia feita pelo MP-SC quanto à possível compra de votos com caminhão de brita. Na noite, o morador Hilário Schweigert afirmou à Rádio Cidade que a história do caminhão era longa, com início em 2008 – ano em que o então prefeito Orides Kormann (PMDB) se reelegeu. Após a vitória, o prefeito com os convidados fizeram uma festa nas proximidades de onde ele mora e, no fim, deixaram o mesmo caminhão de brinquedo em meio aos resquícios de lixo.
Apesar disso, Eilert confirmou que levou o caminhão. Mas, que ainda assim, a oposição na noite de terça-feira tentava desfocar a denúncia do Ministério Público. Por outro lado, Kohler acredita que a intenção do presidente era de “denegrir a imagem de um vereador que, nem sequer foi julgado, apenas está sendo investigado. Mas que ele quis apenas dar uma conotação política”, referindo-se em defesa de Haliton Kormann.
Acompanhe as entrevistas completas no jornalismo da Rádio Cidade na manhã desta quarta-feira (6).



