Estão definidos os dois grupos de vereadores que vão apurar e elaborar relatórios sobre os processos de quebra de decoro parlamentar contra Marli Leandro e Valmir Ludvig, ambos do Partido dos Trabalhadores, na Câmara Municipal de Brusque. As denúncias contra os dois foram acatadas pelo corregedor da Casa, Moacir Giraldi (DEM), e lidas durante a sessão desta terça-feira (5).
Contra Marli pesa a denúncia de que ela, juntamente com os suplentes de vereadores Célio de Souza (PMDB) e Felipe Beloto Santos (PT) teria tentado interferir na negociação de um terreno entre o Samae e casal de moradores do bairro Águas Claras, Iria Boni e Raul de Mello, em 2013. Já contra Valmir são queixas por postagens dele no Facebook, criticando os manifestantes que foram às ruas no último dia 13 de março contra a corrupção no país.
Giraldi disse que decidiu abrir os processos de quebra de decoro dos dois, o que pode levar à cassação dos mandatos de ambos, por entender que há elementos suficientes para isso. Porém, antes de qualquer decisão, uma comissão formada por cinco legisladores vai buscar elementos e elaborar relatório para ser avaliado em plenário.
“Agora fica nas mãos das comissões para ouvir as pessoas. Eles têm esse poder de chamar para depor e dar o parecer final. Estou tranquilo do que fiz”, pontua Giraldi
Para tratar do caso que envolve Marli, Célio e Beloto foram sorteados os seguintes vereadores: Norberto Maestri (PMDB), Edson Rubem Muller (PP), Claudemir Duarte (PT), Valmir Coelho Ludvig (PT) e José Isaias Vechi (PT). Desta já foi eleita a presidência, que ficará com Edson Rubem Muller.
“Vamos juntar as provas e com versar. Logicamente que o PT tem número maior dentro da própria comissão, que foi por sorteio, todos viram, mas vamos conversar e avaliar todos os encaminhamentos, denúncias e fatos”, disse Muller sobre a comissão ser de ampla maioria aliada à vereadora Marli.
Situação diferente de Valmir. Dos cinco vereadores que integram o grupo, três são de oposição a ele: Guilherme Marchewsky (PMDB), Dejair Machado (PSD) e Alessandro Simas (PSD). Completam A lista Marli Leandro (PT) e Claudemir Duarte (PT).
“Estou tranquila desde o início quando surgiu meu nome na imprensa. Continuo com a mesma tranquilidade daquele momento, porque não teria motivo nenhum nem necessidade alguma de fazer qualquer proposta”, destacou Marli sobre o caso.
Ludvig também se disse tranquilo sobre o caso. Ele disse que espera uma atuação isenta por parte da comissão e que leve em consideração o momento que envolveu tudo.
“Espero que os colegas, mesmo com todas as diferenças que temos, pois nunca fui desleal com nenhum deles, que também compreendam esse momento. Porque quando a gente é atingido, agredido...”, frisou ele.
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