Foi publicado no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina do dia 10 de abril deste ano uma portaria que nomeia membros para investigar supostas irregularidades na gestão da Escola Osvaldo Reis nos anos de 2016 e 2017. A denúncia foi feita pela Associação de Pais e Professores (APP) da unidade contra a diretora da escola na época.
A acusação é de que ela não teria feito prestação de contas de valores financeiros destinados à APP nos dois anos citados acima. Além disso, a ex-diretora teria usado itens e mão de obra da escola para limpeza e organização festas particulares no salão paroquial da igreja Santa Rita, alterado livro ponto em favor de alguns professores e faltas frequentes ao trabalho. Uma delas aponta, ainda, que ela teria autorizado a viagem de um professor para o exterior sem a anuência da Secretaria de Estado da Educação. Todas essas informações constam na publicação do Diário Oficial.
A presidente da APP, Fernanda Foppa, que encaminhou a denúncia, afirma que tais situações vinham sendo apontadas ao conselho gestor da unidade, que fez pedido de esclarecimentos em novembro do ano passado sobre o caso.
“Os próprios alunos cobraram uma prestação de contas da cantina. Nós pedimos, está em ata, nas reuniões, mas isso não chegou até nós. Quando abrimos um processo para pedir esclarecimentos a coisa desandou. Daí ela vinha com advogado e não fazia mais nada”, disse Fernanda.
Em janeiro deste ano, a APP, o Conselho Gestor e o Grêmio Estudantil da escola protocolaram um documento na hoje desativada Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), pedindo a abertura de sindicância para apurar o caso e o afastamento da então diretora do cargo enquanto durassem as investigações. O documento foi recebido e assinado no dia 17 de janeiro, às 17h30, pelo ex-secretário executivo Ewaldo Ristow Filho.
Em 12 de abril deste ano, o grupo enviou outro documento, desta vez à Agência de Desenvolvimento Regional de Blumenau, à qual Brusque está subordinada agora, para que se fizesse uma avaliação das condições de estrutura que se encontra a Escola Osvaldo Reis.
Dois dias antes, em 10 de abril, a Secretaria de Estado da Educação (SED) publicou no Diário Oficial a nomeação de dois professores lotados na ADR Blumenau para formar a Comissão de Sindicância e iniciar a investigação sobre os fatos narrados pela APP na denúncia. A Comissão tem prazo de 30 dias para concluir os trabalhos.
Gered de Blumenau confirma pedido de sindicância
O gerente regional de Educação de Blumenau, Eliomar Russi, confirmou o recebimento da denúncia e o encaminhamento para a SED. Ele disse que a situação já havia sido levada pela própria ADR de Brusque em fevereiro deste ano e, quando ele assumiu, em março, a documentação já estava em Florianópolis.
“A partir desse momento, a Gered, em si, não tem mais envolvimento com o assunto. Ele passa à instância da Secretaria de Estado da Educação e compete ao secretário tanto a abertura do procedimento administrativo, como nomear a equipe de servidores que ficará responsável pela apuração dos fatos”, frisa ele.
Eliomar não confirmou o destino da ex-diretora atualmente, sendo que ela não ocupa mais a função de diretora da Escola Osvaldo Reis. Segundo ele, todas as decisões e definições relacionadas ao caso, a mudança de função e onde ela atuará serão tomadas pela SED e divulgadas no Diário Oficial.
A Rádio Cidade tentou contato com a ex-diretora da escola, que preferiu não se manifestar sobre o caso. Ela disse que não foi notificada sobre a sindicância e serem infundadas as acusações feitas contra si.




