"Eles estão desesperados", diz líder do governo
A expectativa de que novas denúncias contra o governo fossem feitas pela oposição na Câmara Municipal de Brusque durante a sessão desta terça-feira (13), não se confirmou. Com boa parte das cadeiras na plateia ocupada, o público que esperava mais embate teve de se contentar com a investida do governo contra a oposição, rebatendo os supostos fatos da semana passada.
Na reunião desta terça-feira, o líder do govenro, Valmir Ludvig (PT), utilizou os 15 minutos a que tinha direito para investir na direção de Dejair Machado (PSD), em revide às acusações feitas por ele na sessão anterior contra o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Cedenir Simon. Ludvig reforçou a suposta ilegalidade cometida pelos oposicionistas na quebra do sigilo da conta de e-mail do secretário.
Ao longo do discurso, Ludvig leu uma nota em nome do governo em que repudia Dejair pela divulgação do conteúdo. O líder do governo disse que os e-mails são de um período bem anterior à instalação do processo licitatório e que nada configuraria privilégio. O petista chegou a mencionar a existência de elementos que permitem, segundo ele, a abertura de inquérito para pedir cassação do mandato. Fez, inclusive, um requerimento para instaurar inquérito.
A reação do pessedista foi imediata. "Parece-me que a única forma de me calar é me cassar, não é mesmo vereador. O senhor está fazendo um esforço enorme para cassar meu mandato, mas que não irá conseguir", retrucou ele, citando artigos da Lei Orgânica do Município para embasar o pronunciamento.
O vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) também se manifestou em relação às palavras do líder do governo. "Todos aqueles que são contra o governo municipal agora são chamados de bandidos. Admiro-me o senhor, que sempre foi contra essa prática, vir falar isso", soltou em aparte.
Valmir devolveu dizendo que jamais chamara alguém no Legislativo de bandido e que a oposição estava, na verdade, "fazendo uma autoavaliação" ao usar o termo. "Porque eles estão desesperados", prosseguiu.
Para encerrar, depois de ser interrompido diversas vezes por Prudêncio Neto, situação que fez o presidente da Casa, Celso Emydio da Silva (PSD), intervir, o lider retrucou com perguntas sobre o destino que foi dado na gestão passada aos recursos destinados para a construção da creche do Paquetá, terminais urbanos e bomba jogada contra a Câmara. Este foi, talvez, o ponto de maior destaque na sessão.
Na ordem do dia, os vereadores fizeram a segunda votação das contas do ex-prefeito Ciro Roza (PSD) referente ao exercício de 2008, na prefeitura. Novamente o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), pela rejeição, foi mantido.



