“Não se tem aglomerado de pessoas, eles ficam espalhados pela obra” salienta o presidente do Sinduscon

O então presidente do Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Brusque e região (Sinduscon), Fernando José de Oliveira participou da programação da Rádio Cidade na manhã desta quinta-feira (02). Entre os assuntos debatidos esteve a volta do setor as atividades após o decreto do Governador, Carlos Moisés da Silva, liberando o trabalho. O setor estava paralisado em função das ações de enfrentamento do Coronavírus.
Fernando reitera que o setor tem peculiaridades que favoreciam a volta ao trabalho. “É uma atividade em que se trabalha ao ar livre, arejado, não se tem aglomerado de pessoas, eles ficam espalhados pela obra. Então a gente entende que não tem porque estar restrita”, explicou.
De acordo com o presidente podem voltar as atividades diversos segmentos ligados ao trabalho da construção civil. “No nosso entendimento toda a cadeia que trabalha com infraestrutura, por exemplo, de telefonia, de celular, de TV a cabo, tintas, vernizes, acabamentos, mármores, móveis sob medidas tudo faz parte da cadeia, mas tudo seguindo os regramentos. É preciso estar atento para manter em funcionamento”, frisou Fernando.
Questionado sobre os prejuízos, Fernando, afirma que é cedo para avaliar. “Até hoje não temos contabilizar as perdas, até porque não sabemos como será daqui para frente. É difícil de chegáramos a um valor perto da nossa realidade”, disse ele.
Fernando destaca a força dos sindicatos na negociação com o governador. “O fator de determinante para a liberação foi a mostra ao Governador de que o trabalho seguiria as regras e poderia oferecer segurança as pessoas que trabalham no setor. Qualquer dúvida procure o sindicato, foi a nossa força organizada que resultou nesse retorno, por isso se associe. Porque hoje se estamos voltando foi em especial pela mobilização das entidades organizadas do setor”, frisa ele.
Finalizando, o presidente enalteceu o trabalho do ex-presidente Ademir José Pereira, que faleceu no dia 10 março. “O maior legado que ele deixou a foi a aproximação que ele criou com o sindicato dos trabalhadores, e isso faz com que conseguimos fazer toda as negociações com sensibilidade e é algo que queremos manter. Temos muito a agradecer pelo trabalho que ele fez”, concluiu.


