Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF
Depois de 23 anos no poder da maior entidade do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira (64) renunciou na manhã desta segunda-feira (12) ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além disso, o agora ex-presidente também deixou o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Teixeira, em comunicado oficial, alega que vai cuidar da saúde e da família daqui para a frente.
O lugar dele, nos dois cargos, assume o vice-presidente mais velho da entidade, José Maria Marin (79). A saída de Teixeira da CBF já era especulada desde o Carnaval, por conta das várias denúncias em torno do cartola, seja da antiga CPI do Futebol, em 2001, como também pelas irregularidades na contratação de um amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.
Porém, as maiores denúncias em torno do nome de Ricardo Teixeira foram feitas por um jornalista escocês. Andrew Jennings publicou o livro Jogo Sujo: O mundo secreto da Fifa, que continha graves denúncias envolvendo Teixeira e a Rede Globo de Televisão, por conta da compra dos direitos de transmissão de algumas edições da Copa do Mundo. Cerca de 60 milhões de dólares foram envolvidos no caso, que tinha a empresa de marketing ISL como mediadora na negociação.
Em 2011, Teixeira deu uma polêmica entrevista à Revista Piauí, onde em uma das respostas deu a seguinte declaração: "Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E, aí, acabou".
Apesar de José Maria Marin suceder Ricardo Teixeira na presidência da CBF, vários presidentes de federações estaduais já preparam estratégias para uma possível eleição. Um dos principais nomes cogitados é do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, o catarinense Francisco Noveletto.
Em 23 anos da gestão de Ricardo Teixeira, passaram pela seleção brasileira 13 treinadores. O time canarinho conquistou duas copas do Mundo (1994 e 2002), três copas das Confederações (1997, 2005 e 2009), além de cinco copas América (1989, 1997, 1999, 2004 e 2007).
Há rumores de que Ricardo Teixeira estaria de malas prontas para embarcar rumo aos Estados Unidos.



