Opiniões divididas sobre redutores de velocidade
Foram mais de duas horas de debate. E a audiência pública que discutiu a implantação ou não de redutores de velocidade nas ruas de Brusque mostrou o que se esperava: opiniões divididas em torno do assunto. Empresários, políticos, representantes do poder público e de entidades de classe participaram do encontro, realizado segunda-feira (5) na câmara Municipal.
O ponto de divergência está na forma com os redutores podem ser instalados. Houve quem entenda que a existência de permissão para isso pode provocar uma avalanche de emissão de notificações, alimentado o que se chama de "indústria da multa". Situação que pode afugentar os turistas, alegou o empresário Luciano Hang, da rede de lojas Havan.
Ponto de vista discordado pelo diretor da Defesa Civil de Brusque, sargento Evandro de Mello do Amaral. Ele disse que a experiência de mais de duas décadas como bombeiro mostrou que os causadores de acidentes e tragédias no trânsito costumam agir em horários inoportunos, quando não há ninguém de olhos abertos. Como as madrugadas. E, a presença de equipamentos que possam inibir isso não prejudicaria, segundo ele, o setor turístico.
O subcomandante do 18º Batalhão de Polícia Militar de Brusque, major Rubens Newmann, disse que toda forma que possa auxiliar no combate ao excesso de velocidade e, por conseqüência, que dê mais segurança às ruas ,será bem vinda.
De acordo com o presidente em exercício da Câmara, Roberto Prudêncio, o debate serviu para clarear a visão dos vereadores em torno do assunto, pois existem dois projetos (um de autoria dele próprio e outro de autoria do vereador Alessandro Simas) que versam sobre o tema. Já o vereador Alessandro Simas disse que os demais legisladores são unânimes no entendimento de que não deverá ser permitida a instalação de radares escondidos nas ruas da cidade.



