Governador exige esclarecimento rápido
Somente por determinação expressa e em caráter de urgência, a Secretaria Executiva da Justiça e Cidadania abriu ainda no feriado de Finados, procedimento administrativo para apurar as responsabilidades de agressão dos agentes prisionais contra apenados da Penitenciária de São Pedro de Alcântara e afastou, preventivamente, um agente prisional do Departamento de Administração Prisional (Deap). O corregedor Cleto Navágio de Oliveira, ficará à frente do procedimento que deve apontar as causas e os servidores públicos envolvidos no ato. As acusações surgiram no último domingo (1º), após imagens gravadas em uma operação que teria sido efetuada em fevereiro de 2008, em São Pedro de Alcântara.
Na manhã desta segunda-feira (3), ao saber da notícia nos principais jornais do país, de que um detento morreu no mesmo presídio, no início do ano passado, quatro dias depois de uma sessão de tortura, o governador chamou a cúpula da segurança pública para uma reunião “a portas fechadas”. Um detento, com marcas no rosto supostamente provocadas em uma sessão de tortura, também está entre os fatos a serem apurados pela sindicância.
“O Governo do Estado não compactua com atos de violência gratuita. É importante ouvir os servidores envolvidos para saber o que e por que aconteceu”, explicou o secretário-executivo da Justiça e Cidadania, Justiniano Pedroso. Segundo o secretário Pedroso, o procedimento administrativo deve levar 30 dias para ser concluído.


