Venezuela é o foco desta vez

Depois de Cuba ocupar destaque nos discursos da oposição na Câmara Municipal de Brusque na sessão passada, desta vez a situação de caos vivida na Venezuela foi tema de discurso do vereador Celso Carlos Emydio da Silva (PSD) na reunião desta terça-feira (18). Ele disse que os episódios demonstram a insatisfação do povo com a forma de governo de Nicolas Maduro e uma tentativa do governo de cercear a liberdade do povo de se manifestar.
Sou médico e examino criancinhas. Até elas se você conter ficam desesperadas. O ser humano nasceu com a liberdade de decidir. Isso está consolidado nos direitos humanos da ONU, frisou.
Segundo ele, o que vê na Venezuela é uma sistematização da oposição, que luta para tentar derrubar o governo sucessor de Hugo Chaves. De forma alguma ele está aceitando o aspecto tão salutar do contraditório. Para ele, um país que está sentado em cima de um poço de petróleo enfrentar reações como vem ocorrendo é porque alguma coisa está indo muito mal. A população começa a dar seus primeiros gritos de liberdade, frisou, destacando que o movimento esta nascendo no seio da juventude.
Outro assunto citado por Celso foi o programa Mais Médicos, do qual é crítico ferrenho. Citou projeto que autoriza médicos militares a atuar no Sistema único de Saúde. Criticou tais ações e voltou a dizer que as entidades representativas da sociedade organizada estão caladas diante de alguns absurdos cometidos pelo governo.
Felipe Belotto (PT) disse que algumas situações tem ocorrido para contrapor as ações federais, como a chegada dos médicos cubanos. 89 médicos já desligaram do programa. Destes, quatro são cubanos apenas. Gostaria de saber sua opinião sobre isso, disse ele. Celso disse que há uma ação tirana agindo na retirada de médicos de Cuba para trabalhar no Brasil.
Ivan Martins (PSD) disse que as informações sobre o sistema mais médicos em detalhes não são divulgadas no todo para a população. Frisou que é um serviço de escravidão. Eles vêm com passaporte vermelho, que não tem direito de sair para outro país: só pode ir de Cuba para o Brasil e do Brasil para Cuba, citando o fato de os profissionais ganharem menos de mil reais e o restante ir para o governo de Cuba.
Valmir Ludvig (PT), em tom irônico, disse que a indignação de Celso em relação ao boicote a Cuba contrasta com a liberdade que os americanos dão ao país de Fidel castro. Existe uma outra lógica que a grande maioria não sabe no Brasil: o que é solidariedade, defendeu o petista.


