Gaeco faz buscas e apreensão nas casas de políticos de Brusque

Quatro pessoas ligadas à política brusquense foram alvos de uma operação do O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quarta-feira (8). A ação diz respeito à investigação de suposto esquema de “rachadinhas” dentro da Prefeitura, esquema em que servidor é obrigado a repassar parte do salário a algum político que o indicou. A Rádio Cidade apurou junto ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que a ação foi deflagrada no começo da manhã de hoje. Os nomes dos alvos, no entanto, não foram divulgados.
“Devido ao sigilo das investigações, só podemos confirmar que foram cumpridos mandados de buscas em quatro endereços vinculados a políticos que, supostamente, estariam envolvidos práticas suspeitas conhecidas popularmente como "rachadinhas". Por tratar-se de procedimento ainda na fase de investigação e devido ao sigilo exigido, o Ministério Público não informa os nomes dos investigados”, respondeu a coordenadoria de Comunicação Social à reportagem nesta tarde.
No dia 27 agosto, em reportagem divulgada pela Rádio Cidade, o diretor do Sine, Waldir da Silva Neto, revelou que era obrigado a entregar 24,42% do salário a uma pessoa ligada ao ex-vereador e ex-secretário regional Jones Bosio, atual presidente do PTB local.
“A investigação está sob a responsabilidade da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque, com atribuição na área da Moralidade Administrativa. O Gaeco atuou como apoio à 3ªPJ para cumprir os mandados”, finalizou o MPSC.



