Governo comemora aprovação do projeto
Depois de trancar a pauta da sessão anterior na Câmara Municipal de Brusque, o projeto de lei que institui uma tabela de preços a serem cobrados pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) pelos serviços prestados, de origem do poder Executivo, entrou em discussão e votação no encontro ordinário de quinta-feira (23). A oposição alegava que as taxas iriam onerar demais o bolso do contribuinte, pois havia valores demsasiadamente elevados.
Já o governo defendia, através dos vereadores representantes, que nada disso iria ocorrer, pois a legislação vigente prevê a isenção dos tributos para quem comprovar a carência financeira.
Para o líder do governo na Câmara, Valmir Ludvig (PT), os argumentos da oposição, de que as taxas vão onerar o bolso do cidadão mais carente, não convencem e seriam apenas mais uma manobra de cunho político partidário. "Não vai onerar coisa nenhuma. Quando eles (governo anterior) cobravam, daí podia. Os procedimentos continuam os mesmos, apenas a Fundema passa a cobrar. O problema é político, porque agora esse dinheiro, que antes ia para fora, fica no município", rebateu Ludvig.
O embate em torno da proposta se arrastou por mais de uma hora. Dejair Machado (PSD) afirmou, após a votação, que quem saiu perdendo não foram os oposicionistas, mas o próprio cidadão. "Definitivamente, quem perdeu foi a população brusquense. O que está se fazendo hoje, o que a Fundema vai cobrar, a própria Fatma e o Ibama cobravam", disse ele.
Depois de muito embate, o projeto foi aprovado com dois votos favoráveis de dois vereadores que atuam na oposição, Eduardo Hoffmann e Vilmar Bunn, ambos do PDT.


